Português Guilherme Rosa eleito vereador em Londres

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Português Guilherme Rosa eleito vereador em Londres

O português Guilherme Rosa foi eleito vereador pelo Partido Trabalhista no município londrino de Lambeth, com 1769 votos, correspondentes a 18 por cento dos boletins válidos na circunscrição de Stockwell, segundo dados oficiais.

 A contagem dos votos, que decorre ainda em algumas mesas de voto de Lambeth, deu como vitoriosos os três candidatos trabalhistas na-quela circunscrição, decretando a derrota de duas outras candidatas portuguesas.

 Fernanda Correia, pelos Liberais Democratas, recolheu 380 votos (4%) e Joana Santos, pelos Sindicalistas e Socialistas contra os Cortes, apenas 136 votos (1%).

 “Defenderei os interesses dos portugueses, mas serei representante de todos os re-sidentes”, enfatizou, enquanto fazia campanha.

 Natural de Tomar, Guilherme Rosa, tem 40 anos e há 12 que reside na capital britânica, onde trabalhou para dois bancos portugueses antes de se dedicar a este projecto.

 Enquanto militante do Partido Socialista português, tem apoiado o partido Trabalhista em campanhas políticas há vários anos.

 A medida que quer aplicar primeiro é a realização de sessões mensais de atendimento em português, para ultrapassar a barreira da língua.

 Depois, quer ajudar o comércio de origem portuguesa a desenvolver-se, promover cursos de inglês para emigrantes e melhorar o acesso de crianças recém-chegadas às escolas.

 Esta é a segunda vez que um português é eleito para vereador em Lambeth, onde se estima que residam entre 35 a 50 mil lusófonos.

 Em 2002, Gabriel Fernandes foi eleito pelos Liberais De-mocratas, mas foi forçado a demitir-se no ano seguinte de-vido a um processo judicial por fraude relacionada com benefícios sociais.

 Foram a votos 161 municípios em Inglaterra e 11 na Irlanda do Norte, em simultâneo com as eleições para o Parlamento Europeu.

 Segundo os resultados parciais, o partido Trabalhista, actualmente na oposição, foi o partido mais votado e ganhou mais de 260 lugares.

 Os partidos Conservador e Liberal Democrata, parceiros no governo de coligação, ficaram em segundo e terceiro lugar, mas perderam muitos representantes locais.

 O UKIP, partido eurocético, foi o principal beneficiário do voto de protesto, tendo eleito mais cerca de 150 candidatos em autoridades locais inglesas.