Portugal volta a perder com a França após exibição cinzenta em encontro particular

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Portugal volta a perder com a França após exibição cinzenta em encontro particular

Um golo de Valbuena, aos 85 minutos, garantiu novo triunfo da França sobre Portugal, por 1-0, num particular em que a Seleção lusa mostrou alguma falta de intensidade e pouca intencionalidade no remate. 

No Estádio José Alvalade, quando já se esperava que o encontro terminasse num nulo, o médio gaulês converteu um livre directo à entrada da área e bateu o guarda-redes Rui Patrício, que estava a se cotar como um dos melhores jogadores em campo. Até esse momento, o guardião do Sporting já tinha impedido várias oportunidades dos franceses, sobretudo aos 30 e 49 minutos, quando Matuidi e Griezmann, respectivamente, apareceram isolados à sua frente.

Sem um triunfo nos últimos 40 anos e agora com uma série de 10 desaires consecutivos, Portugal continua a ter na França a sua “besta negra”, equipa responsável pelas únicas duas derrotas do seleccionador Fernando Santos no comando da formação da “quinas”.

Talvez a pensar no encontro desta segunda-feira, com a Albânia, este a contar para a qualificação para o Euro2016, Portugal apresentou-se sem grande intensidade e com muitas dificuldades em ultrapassar o bloco defensivo dos gauleses. Apesar de ter tido mais bola, a selecção luso apenas realizou o seu primeiro remate em toda a partida aos 41 minutos e na marcação de um livre directo, por Cristiano Ronaldo, que Lloris respondeu com defesa apertada. Antes disso, Ricardo Carvalho já tinha sido rendido por José Fonte, devido a lesão, e Matuidi esteve perto de marcar para os franceses, que, mesmo com menos posse de bola, se mostravam mais acutilantes no ataque.

Sobretudo na primeira parte, João Mário, Danilo e Adrien, o novo meio-campo de Portu-gal, até se mostraram em bom nível, mas tudo ficava mais difícil na altura de tentar “furar” a defesa dos franceses. Cristiano Ronaldo, que saiu aos 67 minutos, até protagonizou algumas arrancadas pelos flancos, mas quase sempre sem sucesso, enquanto Nani esteve desastrado e Eder mostrou-se uma “presa” fácil para os centrais rivais. A segunda parte começou praticamente com nova oportunidade para a França, desta vez por Griezmann, mas Patrício foi determinante.

Com a ‘dança’ das substituições, Portugal foi perdendo fio de jogo, enquanto a França, também sem grande velocidade, foi aparecendo com algum perigo na área lusa, mas sempre com o guardião português a mostrar segurança. Destaque para a entrada em campo de Miguel Veloso, que rendeu Adrien aos 61 minutos, naquele que foi o regresso do médio do Dinamo Kiev à Selecção portuguesa, após um ano de ausência. Quando já se esperava que o empate a zero permanecesse, a França ganhou um livre à entrada da área e Valbuena “gelou” os 40 mil espectadores que estiveram em Alvalade, com um remate que não deu possibilidade de defesa a Patrício.