Portugal vai superar a crise – afirmação do ministro das Finanças na Universidade de Verão do PSD

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Portugal vai superar a crise - afirmação do ministro das Finanças na Universidade de Verão do PSD

Portugal vai superar a crise - afirmação do ministro das Finanças na Universidade de Verão do PSDO ministro português das Finanças disse no sábado não existirem dúvidas de que Portugal irá superar a crise, mas avisou que “milagres não são possíveis” e que o esforço de ajustamento será prolongado e exigirá o sacrifício de todos.

 “Os países perduram sempre, não há qualquer espécie de dúvida de que Portugal superará a crise, a questão que depende de nós é como e quão depressa seremos capazes de superar a crise”, afirmou o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, durante uma ‘aula’ na Universidade de Verão do PSD, que decorreu em até ontem, domingo, em Castelo de Vide.

 Admitindo que “a superação da crise não será rápida”, Vítor Gastar reconheceu não existir “qualquer solução milagreira para a crise” e que “milagres não vão ser possíveis”.
 Pois, acrescentou, “a situação é difícil, a situação é grave e será necessário um esforço de ajustamento sustentado e prolongado”.
 “Vai ser necessário o sacrifício, o esforço, o trabalho, o empenho de todos”, reforçou.

* Portugal aceitou “voluntariamente” as condições da ‘troika’

 O ministro das Finanças recordou também que Portugal aceitou “voluntariamente” as condições do programa de ajuda financeira da ‘troika’ e que apesar severidade de algumas medidas, elas foram subscritas pelos três maiores partidos.
O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, recuperou a ex-pressão “Portugal não pode falhar”, lembrando os compromissos assumidos com a ‘troika’ no programa de assistência financeira.

 “Esse programa de assistência económica e financeira tem condições muito claras que nós estamos obrigados a cumprir, condições essas que nós aceitámos voluntariamente, as condições do programa de assistência económica e financeira foram subscritas pelos três maiores partidos portugueses, o PSD, o PS e o CDS”, lembrou Vítor Gaspar.
 Desta forma, sublinhou, de alguma forma essas condições foram “escrutinadas” nas últimas eleições legislativas de junho.
 Vítor Gaspar não negou que algumas dessas condições são “severas”, mas insistiu que Portugal tem a obrigação de cumprir os critérios quantificados em relação ao défice e à divida pública.

 “O não cumprimento de tais condições poderia pôr em causa o programa e a continuidade do financiamento e consequentemente poderia significar uma quebra abrupta do acesso ao financiamento da economia portuguesa com condições impensáveis para as famílias e para as empresas”, sustentou, advogando que, por isso, “é claro que uma tal situação não pode ocorrer”.
 “É esse o sentido que Portugal não pode falhar, é esse o sentido de Portugal não falhará”, reforçou.

* Vítor Gaspar nega divergências entre Passos Coelho e Portas sobre ‘Eurobonds’
          
 O ministro das Finanças, Vitor Gaspar, garantiu não existir no Governo qualquer divergência de posição sobre a questão dos ‘Eurobonds’, nomeadamente entre Passos Coelho e Paulo Portas.
 “Eu estou na posição confortável de poder negar a dicotomia do ministro dos Negócios Estrangeiros com o primeiro-ministro afirmada pe-lo deputado Pedro Silva Pereira, e não tenho qualquer dificuldade em fazê-lo porque tive o privilégio de discutir es-ta matéria com ambos”, disse o ministro, em resposta às questões do deputado socialista e ex-ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira.

 Após ‘revisitar’ as declarações de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, públicas, sobre o assunto, Vítor Gaspar disse que a seu ver não existia qualquer divergência.
 “Na minha interpretação, todas estas afirmações são integralmente compatíveis e traduzem a posição do Governo nessa matéria. Consequentemente é completamente falso que este Governo não tem posição sobre as questões europeias”, disse.

 Na quinta-feira, o primeiro-ministro português e a chanceler alemã mostraram em Berlim grande sintonia de posições sobre o que deve ser feito para combater a crise na Zona Euro, incluindo na questão da emissão de ‘eurobonds’, que Berlim rejeita terminantemente.
 Já no passado dia 25, Augusto Santos Silva (PS) questionou, durante uma comissão no Parlamento, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, sobre qual a posição do Governo relativamente à emissão de eurobonds (títulos de dívida pública emitidos em conjunto pelos 17 países da zona euro), tendo Paulo Portas salientando ser favorável a essa medida para a resolução do problema das dívidas soberanas.
Todavia, salientou tratar-se de uma opinião pessoal, não respondendo directamente à pergunta do deputado socialista.