Portugal trabalha com autoridades de Maputo soluções para problemas de vistos

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Portugal trabalha com autoridades de Maputo soluções para problemas de vistos

O Ministério dos Negócios Estrangeiros está em contacto com as autoridades de Maputo no sentido de se encontrarem soluções para os “problemas pontuais” relacionados com vistos, disse o porta-voz do MNE.

 “Estamos a trabalhar com as autoridades moçambicanas para encontrarmos soluções para estes problemas pontuais que têm surgido”, disse Miguel Guedes, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros português.

 A TAP está a informar os passageiros com destino a Maputo que só podem embarcar se forem portadores do visto de entrada válido, na sequência de uma “mudança de prática” das autoridades moçambicanas.

 “Há problemas com os vistos. Até agora eram concedidos também à entrada e, por isso, neste momento estamos a aconselhar os passageiros a munirem-se do respectivo visto ainda em Portugal porque as pessoas que chegam ao país sem visto são devolvidas à procedência”, disse  António Monteiro, porta-voz da TAP.

 “Há uma mudança brusca dessa prática. É evidente que as autoridades moçambicanas têm o direito de proceder como acham melhor e o normal até é o visto ser obtido por antecedência. Aqui o problema é que foi uma prática alterada de uma forma um pouco abrupta”, acrescentou António Monteiro, sublinhando que a TAP está a alertar os agentes de viagem e os passageiros.

Uma informação difundida pela TAP através da conta da companhia aérea na rede social Facebook indica que todos os passageiros de nacionalidade portuguesa com destino a Maputo que não sejam portadores de cartão de residente em Moçambique só poderão embarcar nos voos para Maputo se estiverem em posse de visto de entrada válido, bem como de bilhete de ida e volta.

 “Esta medida surge no seguimento de os Serviços de Migração do Aeroporto de Maputo estarem a recusar emitir vistos à chegada, obrigando a TAP a efectuar o retorno dos passageiros que não cumpram as condições referidas”, indica a mesma informação da companhia aérea.

 No dia 7 de Janeiro, oito portugueses foram impedidos de entrar em Moçambique por irregularidades a nível de vistos, tendo regressado no mesmo voo em que se faziam transportar.

 Na altura, António Pinheiro, vice-cônsul de Portugal em Maputo, disse que seis portugueses tinham visto turístico, mas pretendiam trabalhar em Moçambique, enquanto

outros dois portugueses não tinham bilhetes de regresso para Portugal.

 As autoridades moçambicanas decidiram, por isso, recambiá-los no mesmo voo da TAP em que chegaram a Maputo.

 

* Governo moçambicano admite "mais zelo" na distribuição de vistos, mas lei é a mesma

 

 O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Moçambique assegurou que não há alteração nas regras de visto de entrada, mas admitiu que existe "um bocado mais de zelo na aplicação da lei".

 Reagindo às notícias sobre eventuais mudanças de obtenção de vistos, uma fonte diplomática moçambicana disse em Maputo que "aqui não há nenhuma alteração às regras. Os vistos de fronteira também tem seus requisitos: o que está a acontecer é um bocado mais de zelo na aplicação da lei".