Portugal reabriu posto consular na Córsega

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Portugal reabriu posto consular na Córsega

O Governo português reabriu o serviço consular na ilha francesa da Córsega, encerrado há cerca de um ano por falta de pessoal, tendo um funcionário a dar resposta aos pedidos da comunidade, com perto de 20 mil emigrantes.

 “Já temos um funcionário permanente. Está a trabalhar nas instalações da As-sociação Portuguesa de Ajaccio até a cônsul-honorária poder iniciar funções. Já está nomeada mas falta a autorização do governo francês”, disse à Lusa o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário.

 Até ao início de funções da cônsul-honorária, o funcionário “faz uma espécie de permanências consulares mais ou menos permanentes, com o equipamento móvel de que dispõe”, referiu.

 O governante congratulou-se com a resolução da situação de Ajaccio, lembrando que “vários funcionários” se reformaram.

 “De repente, ficámos com o menino nos braços. Tivemos de descobrir um funcionário que aceitasse ir para lá”, o que aconteceu agora, com a transferência de um trabalhador que es-tava em São Paulo, no Brasil.

 Com o encerramento do posto consular de Ajaccio, no ano passado, o atendimento aos cerca de 20 mil portugueses residentes na Córsega passou a funcionar através de permanências consulares asseguradas por funcionários do consulado de Marselha, numa solução várias vezes condenada pelo deputado socialista Paulo Pisco.

 Cesário referiu ainda à Lusa os exemplos de Orleães e Tours, em França, onde o pessoal foi reforçado.

 Em ambas as cidades francesas, os consulados foram extintos, em 2008, pelo anterior governo do PS, tendo sido criados postos honorários, com uma funcionária cada, que “não tratavam dos cartões de cidadão, porque não tinham possibilidades” para isso, explicou o secretário de Estado.

 “São áreas em que havia muita gente”, disse, explicando que actualmente estão três funcionários em Orleães e dois em Tours, permanentemente, a trabalhar no consulado honorário, “mas com os equipamentos móveis, conseguem assegurar a quase totalidade dos actos consulares”, nomeadamente tra-tando dos cartões de cidadão, dos registos e dos passaportes.

 Segundo José Cesário, para o próximo ano, o Governo vai realizar “mais medidas deste tipo, serão medidas pontuais que pretendem responder a questões deste género”, por exemplo em locais como Lille e Frankfurt.