Portugal promove cortiça nos Estados Unidos num corkmobile

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cortiça Com um camião estacionado numa movimentada zona de Nova Iorque, em plena Broad-way, arrancou na quarta feira uma campanha de 22 milhões de euros para “ensinar a cortiça” aos consumidores norte-americanos, convidados a visitar o atrelado do “corkmobile”. “É espantoso, mas as pessoas aqui pensam que os so-breiros são abatidos para extrair a cortiça”, disse à Lusa Jeff Lloyd, director da agência de relações públicas responsável pela campanha “100 por cento Cortiça – Aprovada pela Natureza”.

 Além do “Corkmobile”, que depois de Nova Iorque vai correr mais 15 cidades nos Estados Unidos e Canadá, a campanha prevê publicidade em revistas da especialidade e também o uso das redes so-ciais na Internet, onde só no Facebook a cortiça já tem 25 mil “fãs”.
 Os estudos de opinião da agência indicam que os consumidores de vinho preferem rolhas de cortiça, apesar de desconhecerem as vantagens ambientais em relação aos vedantes sintéticos – de plástico, alumínio ou vidro.
 “O público relaciona rolha com qualidade e roscas de alumínio com vinho barato”, diz o responsável da Sitrick Brincko Group.
 A campanha de dois anos envolve também a promoção de novos usos, porque estes vedantes têm vindo a ganhar importância em países do chamado “novo mundo” dos vinhos, de que os Estados Unidos são parte, muito gra-ças à preferência pelos produtores de vinhos baratos, consumidos sem o período de estágio reservado aos de maior qualidade.

 Além de alguns produtos como sandálias, bases de copos e malas, estão expostos no “corkmobile” diversos exemplares de pavimentos de cortiça.
 “Estacionado” em Herald Square, em frente aos conhecidos armazéns Macy´s, o camião mostra o lado ecológico e sustentável da cortiça, e tem uma sala quase inteiramente dedicada a diferentes tipos de pavimento, conjugados com mobiliário de design.
A campanha foi proposta pela Associação de Produtores de Cortiça, e os custos são divididos entre os privados (20 por cento) e o Estado (80 por cento)
 “Os Estados Unidos são um grande produtor de vinhos e o maior consumidor mundial de materiais de construção. É um mercado muito forte, onde há grandes importadores, exportadores de conceitos e começar aqui era fundamental para nós”, disse à Lusa o delegado do Aicep para a América do Norte, Rui Boavista Marques.

Do investimento total na campanha, um terço destina-se ao mercado norte-americano, mas também Alemanha e França serão palco de acções semelhantes.
“O que gostávamos era que o consumidor final optasse pela cortiça”, matéria-prima de que Portugal é maior produtor mundial, adiantou.
Na quinta feira o “Corkmobile” segue para Nova Jersey, onde está marcada nova apresentação ao público e à imprensa da especialidade.