Portugal prepara para 2011 congresso nacional das exportações

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PortugalO Governo português está a preparar para o final do primeiro trimestre do próximo ano um congresso das exportações, iniciativa que surge na sequência da reunião do primeiro-ministro com as dez empresas que mais venderam para o mercado externo.

 De acordo com fonte do Executivo, na política de incentivo ao crescimento económico do país, nos próximos meses serão intensificadas as reuniões com as empresas exportadoras, que culminarão com a realização de um congresso.
 “A ideia é definir uma estratégia clara e em pormenor sobre a forma de o país conseguir aumentar as exportações, num ano em que Portugal terá de fechar com um crescimento positivo”, acrescentou.

 Em Mar del Plata, Argentina, na conferência de imprensa final após a XX Cimeira Ibero-Americana, o primeiro-minis-tro salientou que Portugal, entre 2005 e 2010, “foi um dos países da União Europeia que mais diversificou a sua capacidade exportadora”.
 “Entre os países europeus, neste período em concreto, Portugal foi um dos que registou um maior crescimento das suas exportações para fora da Europa, passando de 15 para 25 por cento do total das nossas vendas no exterior”, disse José Sócrates.

* Trocas comerciais da África do Sul com o Brasil sobem em flecha

 As trocas comerciais entre Pretória e Brasília deverão ultrapassar os dois mil milhões de dólares em 2011, disseram responsáveis dos dois países durante a visita do ministro do Comércio Externo brasileiro à África do Sul.
 O volume do comércio entre os dois países cresceu de 500 milhões de dólares em 2000 para 2,5 mil milhões de dólares em 2008, mas a crise económica global contribuiu para uma descida acentuada desses valores, que se cifraram em 1,76 mil milhões de dólares em 2010.

 Durante uma visita de trabalho à África do Sul, Welber Barral admitiu que essa quebra nas trocas comerciais abriu também as portas a uma recuperação acentuada nos próximos tempos, uma vez que o potencial e a vontade política e do empresariado se mantêm intactos.
 Riaan le Roux, director-geral do Ministério do Comércio e Indústria sul-africano, manifestou o interesse do governo em que o país passe a breve prazo a ser um dos 20 maio-res parceiros comerciais do Brasil. A África do Sul é neste momento o 32.º maior parceiro comercial do Brasil.

 O embaixador do Brasil na África do Sul, José Vicente Pimentel, salientou que, tal como tinha alertado o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva na recente visita ao país, um dos problemas que urge resolver é o da logística e das ligações entre o Brasil e a África do Sul.
 Um dos exemplos apontados pelo embaixador é a existência de apenas um voo semanal entre os dois países, factor que impede o desenvolvimento em áreas como as agroindústrias (nomeadamente os biocombustíveis), material de defesa, construção automóvel e energia.
 O Brasil, que organiza em 2014 a fase final do campeonato mundial de futebol, procura também na África do Sul “know-how” e experiência das entidades e empresas que estiveram envolvidas na organização do campeonato em 2010, nomeadamente na construção de estádios, segurança, alojamentos e transportes.

 Um dos projectos que está a ser equacionado pelos dois países a nível governamental e de empresas de material de defesa é o desenvolvimento conjunto de um míssil terra-ar (baptizado Umkhonto-R) que possa ser utilizado pelas marinhas de ambas as nações.
 Na Tanzânia, o governo e empresas brasileiras estão empenhados num projecto de construção de uma mega-barragem na garganta de Stiegler, na bacia do Rufiji, que poderá vir a ser equipada com três turbinas capazes de gerar 2100 megawatts, o que resolveria as necessidades actuais de energia do país e lhe permitiria exportar para países vizinhos, quase todos com défices energéticos.

 Uma delegação brasileira deverá deslocar-se em breve à Tanzânia para os estudos preliminares na bacia do Rufiji. A barragem, a ser construída, criará um lago artificial com capacidade para 34 mil mi-lhões de metros cúbicos de água, que abastecerá a capital, Dar-es-Salaam e regiões próximas da capital.