Portugal precisa de medidas adicionais mesmo para atingir metas revistas de 2013 – Moody´s

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Portugal precisa de medidas adicionais mesmo para atingir metas revistas de 2013 - Moody´s

A revisão das metas do défice orçamental acordada com a ‘troika’ é positiva para o ‘rating’ de Portugal, mas mesmo com estas metas revistas se-rão necessárias medidas adicionais para atingir os objectivos do próximo ano, considerou a Moody’s.

 “As revisões são positivas para a notação de crédito porque conseguem manter o apoio financeiro, enquanto reduzem as amarras sobre o crescimento económico da consolidação orçamental numa já frágil economia”, diz o relatório semanal da agência da notação financeira.
 No seguimento da conclusão da quinta revisão do programa, o Fundo Monetário Inter-nacional (FMI), Comissão Europeia (CE) e Banco Central Europeu (BCE), que compõem a ‘troika’, anunciaram o acordo para alargar as metas do défice orçamental para este ano, que passa de 4,5 para 5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), e de 3 para 4,5 por cento no próximo ano, tendo o défice de baixar a fasquia dos 3 por cento do PIB apenas em 2014.
 A Moody’s lembra que esta revisão das metas se deve “principalmente devido aos efeitos do abrandamento económico na Europa”, referindo que as reformas já realizadas devem resultar em maior crescimento económico e que estas já estão a ter um efeito positivo no défice comercial e externo.
 No entanto, a Moody’s aponta várias fragilidades no imediato à economia portuguesa.
 “As circunstâncias económicas imediatas de Portugal são frágeis, as receitas dos impostos indirectos até esta altura do ano não cresceram como projetado no programa devido ao elevado desemprego e às condições ainda mais fracas em Espanha, o maior parceiro comercial de Portugal”, escreve a agência.
 No documento, os analistas dizem então que o ajustamento económico e orçamental “continua a ser extremamente difícil e carregado de riscos” e que apesar das revisões serem benéficas, mesmo com esse aligeirar das metas o Governo precisa de tomar mais medidas se quer atingir as metas acordadas.
 “Apesar da revisão às metas do programa implicar reduções menores do défice, especialmente no próximo ano, mesmo para atingir as metas revistas será necessário medidas adicionais de consolidação”, diz a Moody’s.