Portugal garante manter as contas públicas controladas

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Portugal garante manter as contas públicas controladas

O primeiro-ministro português afirmou em Cascais que “as reformas não se fazem de um dia para o outro”, referindo-se ao ajustamento económico que o país está a levar a cabo no âmbito do pedido de ajuda externa lançado em Maio de 2011.

  Para Passos Coelho, “os indicadores de confiança começam a melhorar”, concluindo, perante uma plateia de empresários portugueses emigrados, que “Portugal é uma boa aposta” e que “é preciso gerar confiança”.
 E deixou a garantia: “Vamos manter a contas públicas controladas”. O objectivo é "regressar a um patamar de despesa pública que seja compatível com as possibilidades tributárias dos portugueses” e “é o que Portugal está a fazer", declarou. 
 A mensagem de Passos Coelho foi precedida pelas afirmações do Presidente da República, Cavaco Silva, que promoveu este encontro ao mais alto nível com 24 gestores de elite, grande parte deles portugueses que lideram empresas multinacionais, no âmbito do 4.º Conselho para a Globalização, realizado em Cascais.
 Cavaco Silva chamou-lhe um “reencontro”, lembrando que “o aprofundamento dos laços com a comunidade portuguesa no exterior é uma tarefa a que sempre atribui a maior importância”.

* Pedido investimento à diáspora empresarial

 O Presidente da República, Cavaco Silva, pediu o contributo da diáspora empresarial portuguesa na proposta de soluções que reduzam barreiras entre Portugal e o investimento externo e para o “re-forço da reputação e do prestígio do país”.
 “O país só poderá retomar uma trajectória de crescimento sustentável com uma sólida aposta no reforço dos factores de competitividade, na conquista de novos mercados e na melhoria do conhecimento da realidade portuguesa por parte do exterior”, defendeu Cavaco Silva.
 O Chefe de Estado falava na abertura do 4.º encontro do Conselho para a Globalização, organizado pela COTEC (associação empresarial para a inovação) em parceria com a Presidência da República, no Palácio da Cidadela de Cascais.
 O “contributo da diáspora poderá ser decisivo”, apontou Cavaco Silva, começando pela “experiência e pelo conhecimento das oportunidades e dos riscos” que se apresentam às empresas portuguesas “quando procuram os mercados globais”.
 “Em segundo lugar, através da proposta de soluções que contribuam para reduzir as barreiras que ainda se colocam, entre nós, ao investimento externo. E, por último, pela vossa capacidade de projecção, no exterior, dos activos económicos, científicos, culturais e linguísticos que nos identificam e tornam singulares”, afirmou.
“Penso que isto é instrumental para o reforço da reputação e do prestígio do país”, declarou.
 Para o Presidente, “é importante que a imagem do país se erga à altura” do que, “como povo”, é capaz de “fazer e de dar ao Mundo”.
 “Somos um povo do Mundo e aberto ao Mundo. Compete-nos, a todos, assumir esta natureza e esta vocação. É esse, também, o espírito deste encontro”, afirmou.
 De acordo com Cavaco Silva, “a aproximação à diáspora e, em particular, a ligação com todos os que, lá fora, possuem uma especial capacidade de influência e de decisão”, como o caso dos empresários e gestores reunidos em Cascais, “poderá constituir um factor decisivo de divulgação e mobilização dos nossos talentos, competências e potencialidades”.
 A presença da diáspora empresarial neste encontro, um “reencontro de portugueses”, representa “um contributo ímpar para a valorização dos recursos e das potencialidades de que o país dispõe”.
 “A vossa presença é um sinal de responsabilidade e de empenho para com o país de origem”, agradeceu, manifestando disponibilidade para conhecer as “ideias, críticas e sugestões” dos empresários e gestores.

* Durão Barroso pede consenso interno para portugal avançar com as reformas

 O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, apelou em Cascais ao consenso entre as forças políticas portuguesas na abordagem às reformas que o país tem de levar a cabo no âmbito do memorando da troika.
 Durão Barroso reafirmou a solidariedade dos parceiros europeus, sob a forma da assistência financeira e dos fundos estruturais, mas salientou que “quanto maior for a determinação e consenso nacional nesses países, maior será a solidariedade dos países europeus com Portugal".
 Durão Barroso foi um dos convidados, a par do primeiro-ministro Passos Coelho, do 4.º Conselho para a Globalização, organizado pela Cotec Portugal e promovido pelo Presidente da República, Cavaco Silva, que reuniu 24 gestores de elite, a maior parte de origem portuguesa, que lideram grandes empresas multinacionais.