Portugal explora oportunidades de negócios no Panamá e na Colômbia

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oportunidades de negócios no Panamá e na Colômbia

oportunidades de negócios no Panamá e na ColômbiaAlém da Venezuela, Portugal está a explorar novas oportunidades de negócios e reforço das relações bilaterais no Panamá e na Colômbia, anunciou em Caracas o secretário de Estado do Comércio português, Fernando Serrasqueiro.

 “Estamos em níveis de aprofundamento diferente, um nível mais reduzido no Panamá, um nível mais intenso na Venezuela e um tipo de relacionamento com a Colômbia que já é não é incipiente, e espero que haja um aprofundamento nos próximos tempos”, disse.
 Fernando Serrasqueiro falava em Caracas, no decorrer do 5.º encontro da Comissão Mista de Acompanhamento Bilateral Portugal – Venezuela.
 “Esta visita não foi só à Venezuela. Comecei por me deslocar ao Panamá e depois à Colômbia e estamos agora a terminar a visita, que visou (…) uma intensificação das relações que nuns casos ainda são um pouco, diria mesmo ténues, e que no caso da Venezuela já são relações mais fortes”, afirmou.

 Explicou que estes países “têm índices de crescimento que são bastante significati-vos para os padrões europeus” e que “o Panamá está com uma grande obra de duplicação do canal do Panamá, que vai trazer um acréscimo do tráfego e também de crescimento económico”.
 “Portugal está atento a este tráfego de navios na medida que temos um porto muito importante em Sines, que fica praticamente em frente do Canal do Panamá e que pode ser distribuidor de produtos quer para a África quer para o Atlântico Norte”, frisou.

 Relativamente à Colômbia, Serrasqueiro referiu que teve um encontro com 25 empresários no qual pode detetar que o país tem um potencial enorme, prevendo um relacionamento mais forte ao nível contratual e de divulgação de produtos portugueses nu-ma próxima visita.
 Sobre a Venezuela, precisou que o acordo económico com Portugal “é dinâmico”, estando sempre “a terminar dossiers e a abrir outros”.
 “Renovámos o contrato entre a Galp e a Pdvsa (petrolífera venezuelana) para o fornecimento de crude a Portugal e aproveitámos para fazer um ponto de situação dos contratos que estabelecemos até agora e lançar novos projectos”.

 Explicou que começaram “pela área do agroalimentar, energia, a construção de habitação que tem sido um problema colocado pelo Governo (venezuelano) nos últimos tempos, a área dos Canaima, que em Portugal é o projecto educativo dos Magalhães”.
 Também foi abordada a questão da venda do ferry Atlântida, na altura em que os Estaleiros Navais de Viana do Castelo constroem dois navios de transporte de crude.
 Por outro lado, precisou que representantes da empresa portuguesa Delta estiveram em Caracas para verificar as possibilidades de haver complementaridades no negócio do café.
 “Fechámos o processo, daqueles que já vinham há algum tempo a ser desenvolvidos, discutimos sobre novas modalidades de acompanhamento e oportunidades de negócios e estamos já a perspectivar temas futuros de cooperação”, referiu.

 Serrasqueiro sublinhou ainda que “com a Venezuela a relação já é intensa, até de alguma amizade relativamente aos intervenientes no intercâmbio quer das empresas quer ao nível institucional” o que fez com que a visita fosse “muito positiva” e se abrissem novas perspectivas.

* Lisboa vai fornecer  a Caracas 153,4 milhões de dólares em bens alimentares

 Portugal prevê fornecer à Venezuela 153,4 milhões de dólares (112,1 milhões de euros) em bens alimentares, segundo dados do Ministério de Economia (ME) português, referentes à 5ª reunião da Co-missão Mista de Acompanhamento Bilateral realizada em Caracas.
 “No âmbito da reunião, as empresas portugueses apresentaram proposta para fornecimento de diverso produtos e serviços e desenvolvimento de projectos que deverão dar origem a ordens de compra e/ou contratos: Bens alimentares (153,4 milhões de dólares), logística alimentar e equipamento de frio (115 milhões de dólares – 84,11 milhões de euros) e cabos de fibra ótica”, explica um comunicado do ME.

 O documento, começa por sublinhar que “foi efectuada uma avaliação do desenvolvimento dos diversos projectos de cooperação bilateral”.
 Segundo o ME “foi decidida a aplicação de recursos no valor total de 205,2 milhões de dólares (150,06 milhões de euros) a diversos projectos, nas áreas de infraestruturas” dos quais 148,8 milhões de dólares para as obras de ampliação e modernização do porto de La Guaira.

 Por outro lado, precisa que durante a reunião Lisboa e Caracas acordaram compras de alimentos por 10 milhões de dólares, o fornecimento e montagem e 31 extensões de supermercados, por 25 milhões de dólares, 3 milhões de dólares em portáteis Canaima (nome local do Magalhães) e 19,5 milhões de dólares em projecto de electricidade, nomeadamente no que respeita a linhas de alta tensão e uma unidade piloto para geração eólica.
 Adicionalmente foram celebrados acordos para o forne-cimento de “kits” de componentes para o fabrico local de 20.000 portáteis, pelo valor indicativo de cerca de 140 milhões de dólares.

 “Foi acordada a renovação do contrato de fornecimento de crude por um período de 12 meses entre a Galp (portuguesa) e a Pdvsa (empresa petrolífera estatal venezuelana), que estipula a aquisição, por parte da Galp de 1 milhão de barris com a opção de 1 milhão adicional”.
 Por outro lado, o Ministério das Obras Públicas venzuelano e a empresa Lena identificaram “o local para a construção de cerca de 6.256 das habitações previstas no contrato já celebrado e estabeleceram os pormenores finais para dar início às obras” que terão lugar na localidade de Cúa, Valles del Tuy, a sul de Caracas.

 O documento termina explicando que “decorreram ainda as negociações que deverão dar origem nos próximos dias à assinatura do contrato para a aquisição do ferry Atlântida, produzido pelos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, que deverá prestar serviços no âmbito do turismo social na Venezuela”. “Acordou-se no valor de 42,5 milhões de euros para o barco”, conclui.