Portugal está em campanha eleitoral

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Portugal está em campanha eleitoral

Portugal está em campanha eleitoralO tema do combate à crise foi o que gerou sábado maior controvérsia e divergência na primeira parte do debate entre os líderes do PSD, Manuela Ferreira Leite, e do PS, José Sócrates, na SIC. 

Manuela Ferreira Leite foi a primeira a pronunciar-se sobre a actual conjuntura económica do País, dizendo que antes da crise, em 2008, já todos os indicadores registavam um sentido descendente para Portugal, designadamente ao nível do crescimento, endividamento, carga fiscal e desemprego. “Quando veio a crise, que efectivamente agravou todos os indicadores, foi uma benesse para o eng. Sócrates, porque neste momento ele tem a hipótese de dizer que a situação do País se deve a uma crise.

Se não houvesse a crise, penso que o engenheiro Sócrates teria muita dificuldade em estar aqui como candidato a primeiro-ministro”, atacou a líder social-democrata, antes de colocar em causa os reais conhecimentos do líder do PS sobre economia.  Na resposta, o secretário-geral do PS citou uma frase de Abel Salazar: “Quem só sabe de Medicina nunca será bom médico. Foi esta a resposta que lhe dei a si no Parlamento a propósito desse seu pretenso conhecimento de economia superior aos outros”.

“Nunca fica bem considerarmos que con ecemos mais do que os outros. A virtude do sabedor é sempre a humildade”, reagiu Sócrates, antes de contrapor que Manuela Ferreira Leite citou dados na altura do “pico” da crise económica mundial, final de 2008, e não antes dela. Para contrapor os dados económicos citados pela líder do PSD, Sócrates sustentou que em 2007 o País cresceu mais do que nos três anos entre 2002 e 2004, advogou que em 2007 Portugal “estava a criar empregos” e concluíu que entre si e Manuela Ferreira Leite, além de diferenças de agendas económicas, há também diferenças de atitude. Sócrates disse puxar pelas energias e pela confiança dos portugueses, acusando em contraponto Ferreira Leite de ser “negativista” e “pessimista”. “Nunca vi um pessimista criar um postos de trabalho”, observou Sócrates.