Portugal empata no Gabão num jogo com fraca exibição e com lances insólitos

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Portugal empata no Gabão num jogo com fraca exibição e com lances insólitos

Portugal, sem as suas principais figuras, empatou a dois golos com o Gabão, num encontro particular de futebol disputado em Libreville, que serviu para Paulo Bento testar algumas soluções para a campanha de qualificação para o Mundial2014.

 Num relvado do Estádio de L’Amitié em péssimas condições, a Selecção lusa, com Pepe e João Moutinho a serem os únicos sobreviventes da habitual equipa titular, voltou a estar longe dos seus melhores dias e somou o terceiro jogo consecutivo sem vencer.

 Em boa forma no Deportivo da Corunha, o extremo Pizzi estreou-se logo como titular e fez o primeiro da equipa das “quinas” aos 35 minutos, de grande penalidade, anulando a vantagem alcançada instantes antes pelo Gabão, por Madinda, também da marca de penálti.

 Na segunda parte, praticamente na primeira vez que tocou na bola, Hugo Almeida colocou Portugal na frente do marcador, aos 59 minutos, mas aos 69 Pocko, novamente de grande penalidade, refez a igualdade.

 À fraca exibição de Portugal e a um futebol desorganizado, e até vezes anárquico, praticado pelo Gabão, treinado por Paulo Duarte, juntou-se um árbitro, o ganês Joseph Lamptey, que além das três grandes penalidades – todas duvidosas – assinaladas, lançou o caos em certas alturas da partida.

 O auge do desnorte do juiz da partida aconteceu perto da final da primeira parte quando, sem a bola sequer tocar na linha de baliza, assinalou golo para o Gabão, perante o espanto e a admiração, e até alguns sorrisos de estupefação, dos jogadores lusos.

 Com os adeptos gaboneses a festejarem nas bancadas, Lamptey foi alertado do seu erro por um dos fiscais de linha e voltou atrás na sua decisão.

 Na “revolução” de Paulo Bento, destaque para a titularidade de Pizzi e Eder e para a primeira internacionalização de Helder Barbosa, que entrou em campo durante a segunda parte.

 Sem Cristiano Ronaldo, Nani, Raul Meireles e companhia, Portugal acabou por mostrar um futebol muito lento e sem conexão, valendo muitas vezes a “serenidade” de João Moutinho a meio campo e os arranques de Varela e Pizzi nas alas.

 Mesmo assim, muito pouco para a quarta melhor seleção do ranking FIFA perante um Gabão que demonstrou mais velocidade e, sobretudo, maior vontade.

 Na baliza, Beto rendeu Rui Patrício mas acabou por re-forçar ainda mais a titularidade do guardião do Sporting, acabando por cometer uma mão cheia de erros, incluindo um perto do final da partida que não resultou no triunfo do Gabão, porque Ricardo Costa impediu a bolar de entrar.

 A formação da casa chegou à vantagem aos 32 minutos, após pretenso derrube na grande área de Sílvio a Lengualada, que Madinda aproveitou da marca de grande penalidade.

 Minutos depois, foi a vez de Eder cair na área, também num lance estranho, e Pizzi refez a igualdade, juntando um golo à sua estreia na selecção lusa.

 Na segunda parte, Hugo Almeida, que tinha rendido o avançado do Sporting de Braga, aproveitou um remate falhado de Nelson, naquela que foi talvez a melhor jogada de Portugal na partida, para colocar Portugal na frente, aos 59 minutos.

 Contudo, aos 69 minutos, Ricardo Costa jogou a bola com o braço na grande área e Pocko marcou com sucesso o penálti, colocando novamente a partida empatada.

 A selecção africana esteve muito perto da vitória já em tempo de descontos, quando Beto falhou a bola num centro para a área, acabando Ricardo Costa por bloquear o remate de um jogador do Gabão, que poderia ter dado a vitória aos donos da casa, o que de certo modo iria comprometer ainda mais a fraca exibição da Selecção Nacional de Portugal.