Portugal é visto pelas empresas brasileiras como uma porta de entrada na Europa

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PortugalPortugal é visto pelas empresas brasileiras como uma porta de entrada na Europa. A oportunidade de entrar no mercado europeu, associada à afinidade cultural e linguística, levou vários grupos a atravessar o Atlântico.

 A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) que, em Dezembro do ano passado, lançou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a Cimpor – que falhou – protagonizou um dos mais recentes casos do interesse das empresas brasileiras em Portugal.
 Apesar de o seu nome ter ficado associado à OPA sobre a Cimpor, a CSN, ligada à siderurgia e à mineração, já está em Portugal desde 2003, quando entrou no capital da Lusosider.

 Com sede em Paio Pires (Seixal), a Lusosider é a única indústria portuguesa do sector siderúrgico a produzir aços planos relaminados a frio, com revestimento anti-corrosão, tendo uma capacidade de produção de 500 mil toneladas por ano, segundo a informação disponível no site CSN.
 Da Lusosider saem produtos para a indústria automóvel, construção civil, produção de latas e embalagens para a indústria química, embalagens para produtos alimentares, embalagens decorativas, bem como componentes de electrodomésticos.
 A OPA da CSN acabou por ter com consequência a entrada em Portugal de mais duas empresas brasileiras ligadas ao sector do cimento, a Votorantim e a Camargo Corrêa, que hoje são as maiores accionistas da Cimpor.

 Ainda no sector da construção, em 1998 foi a vez da Odebrecht entrar em Portugal através da aquisição da Bento Pedroso Construções.
 “A chegada ao país significou a entrada da organização na Europa, um mercado maduro e competitivo”, lê-se no site da Odebrecht, que salienta a participação da empresa em obras como a Gare do Oriente, a Ponte Vasco da Gama, em Lisboa, e a linha amarela do metro do Porto.
 A Embraer – Empresa Brasileira de Aeronáutica, que fabrica aviões comerciais e militares, foi outras das empresas que decidiu apostar em Portugal.
 O primeiro passo foi dado em 1996, altura em que escolheu a OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal como um centro reparador autorizado para toda Europa.

 Quase dez anos depois, em 2004, a Embraer, em conjunto com a European Aeronautic Defense and Space Company (EADS), venceu o concurso público de privatização da OGMA, passando a ser uma das maiores accionistas da empresa portuguesa com sede em Alverca.
Um novo investimento foi anunciado em 2008, durante a cimeira da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP): 400 milhões de euros para duas fábricas na cidade de Évora.

 A imprensa brasileira tem agora apontado Portugal como um dos parceiros para o desenvolvimento do novo avião militar KC-390. A avançar, seria mais uma aposta de uma das maiores exportadoras brasileiras em Portugal.
  Lisboa acolheu a X Cimeira Luso Brasileira, que juntou os chefes de governo português, José Sócrates, e brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.