Portugal e França empataram a zero em jogo de pouco risco

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  Portugal e França empataram ontem, domingo,  a zero no reencontro após o Euro2016, num duelo da Liga da Nações de futebol em que as duas equipas tiveram medo de arriscar e que deixou tudo igual no topo do Grupo 3.

  No Stade de France, palco em que se sagrou campeão europeu há quatro anos, a selecção portuguesa até teve mais posse de bola, grande parte consentida pelos franceses, que passaram praticamente o jogo todo à espera de um erro luso para chegar à baliza de Rui Patrício, mas só nos descontos conseguiu incomodar verdadeiramente Lloris, com um remate de Ronaldo.

  Foi um jogo da terceira jornada da Liga das Nações, entre o actual campeão europeu e acual campeão mundial, em que as duas equipas optaram sobretudo por fugir à derrota e não ficar cedo numa posição incómoda no Grupo 3, já que apenas o primeiro lugar dá acesso à fase final.

  Tal como aconteceu em 2016, quando venceu o prémio de melhor jogador da final, o central Pepe voltou a ser imperial na defesa de Portugal e não deu tréguas desta vez a Mbappé, ganhando muitas vezes em velocidade e força a um jogador 16 anos mais novo e que é um dos mais velozes da atualidade.

  O empate, que acaba por ser positivo para Portugal, já que ainda terá de receber a França em Novembro, no Estádio do Luz, mantém lusos e franceses no topo da classificação, agora ambos com sete pontos, num ronda em que a Croácia reentrou na luta, depois de vencer a Suécia, por 2-1, conquistando os primeiros três pontos.

  No jogo 75 de Fernando Santos, que passou a ser o técnico com mais presenças na equipa das ‘quinas’, superando Luiz Felipe Scolari, o actual seleccionador colocou Nélson Semedo no lado direito da defesa e reforçou o meio campo com William, enquanto João Félix voltou a ser o companheiro de Cristiano Ronaldo no ataque.

  Com apenas 1000 pessoas nas bancadas do Stade de France, por causa da pandemia da covid-19, desde do apito inicial do árbitro ficou clara a estratégia das duas equipas, com Portugal a guardar a bola sem arriscar no passe, enquanto a França, a jogar em casa, optou por esperar por um erro para lançar ataques rápidos à baliza de Patrício, que voltou a ser titular em jogos oficiais.

  Na primeira parte, o jogo foi sobretudo equilibrado e sem grandes lances de perigo, embora primeiro Griezmann deois e Giroud ainda chegaram a assustar Patrício, mas sem efeitos práticos.

  O arranque da segunda parte parecia prometer um encontro mais aberto, já que logo no primeiro lance Mbappé obrigou o guarda-redes português a uma boa intervenção, mas com o passar dos minutos tudo regressou ao mesmo, com as duas equipas a preferirem não arriscar.

  Fernando Santo lançou Diogo Jota aos 61 minu-tos, para o lugar de Bernardo Silva, que está claramente longe da melhor forma, mas Portugal continuou sem criar perigo junto de Lloris.

  Só aos 72 minutos, a seleção nacional fez o seu primeiro remate à baliza, numa bola fraca de João Félix à figura do guardião gaulês.

  Nessa altura, e já depois de Pepe ter um golo anulado por fora de jogo, o meio campo português entrou claramente em défice físico e até final a França foi mantendo o controlo do jogo, mas sempre sem conseguir incomodar Patrício.

  A 10 minutos do fim, Renato Sanches ocupou o lugar de Bruno Fernandes, que falhou muitos passes durante todo o encontro, e o médio do Lille deu algum poder à formação, que acabou por criar perigo já nos descontos.

  Ronaldo recebeu a bola já dentro da área, embora descaído para o lado esquerdo, e lançou uma bomba, que Lloris sacudiu com dificuldade. O capitão português continua sem marcar golos a França.