Portugal decretou fecho de todas as escolas e interrupção de voos com o Reino Unido para travar contágios

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O primeiro-ministro, António Costa, anunciou na quinta-feira o encerramento das escolas de todos os níveis de ensino durante 15 dias para tentar travar os contágios pelo novo coronavírus.

  O primeiro-ministro anunciou a medida, que entrou em vigor na sexta-feira, após uma reunião do Conselho de Ministros e referiu que se justifica por um “princípio de precaução” por causa do aumento do número de casos da variante mais contagiosa do SARS-CoV-2, que cresceram de cerca de 8% de prevalência na semana anterior para cerca de 20% actualmente.

  António Costa afirmou que os 15 dias de interrupção serão compensados noutro período de férias e garantiu que haverá medidas de apoio às famílias semelhantes às que vigoraram durante o primeiro confinamento de 2020.

 

* Interrupção de voos com o Reino Unido

 

  O primeiro-ministro anunciou na quinta-feira que, a partir de sábado, haveria uma interrupção total de voos entre Portugal e Reino Unido, com excepção daqueles que forem de natureza humanitária para repatriar cidadãos portugueses e britânicos.

  António Costa anunciou esta medida após ter participado por videoconferência numa cimeira informal de líderes da União Europeia destinada a coordenar entre os 27 Estados-membros as medidas de combate à covid-19.

  “O Governo decidiu interromper totalmente os voos para o Reino Unido e do Reino Unido para Portugal a partir das 00:00 de sábado, de forma a diminuir os riscos de contágio com base na nova variante” do coronavírus, declarou o líder do executivo português.

  António Costa disse que, a partir de sábado, “seriam unicamente realizados os voos com natureza humanitária para assegurar o repatriamento de portugueses que desejem regressar a Portugal, ou de cidadãos britânicos que desejem regressar ao Reino Unido”.

  De acordo com o primeiro-ministro, durante esta reunião informal de líderes da União Europeia, houve em termos globais “uma manifestação de grande preocupação relativamente ao desenvolvimento da pandemia, designadamente no que respeita ao crescimento impulsionado pela nova variante britânica em especial nos países que têm relações mais próximas com o Reino Unido, caso de Portugal”.

  Em matéria de fronteiras, António Costa considerou que a decisão “mais importante” tomada na cimeira informal se relacionou precisamente com o fim dos voos para o Reino Unido, ou do Reino Unido para Portugal.

  Na cimeira informal de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, o primeiro-ministro salientou que foi decidido “manter as fronteiras abertas” entre os diferentes Estados-membros.

  “Relativamente a países terceiros, a decisão foi de manter as medidas que existem de controlo da pandemia”, acrescentou.