Portugal cresce 2,5% e défice fica nos 0,5% em 2016

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Portugal cresce 2,5% e défice fica nos 0,5% em 2016

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, afirmou que a economia portuguesa deverá registar um crescimento na ordem dos 2,5 por cento em 2016, ano em que o défice orçamental deverá ser de 0,5 por cento.

 Falando na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, que aprovou o Documento de Estratégia Orçamental (DEO) para 2013-2016, Vítor Gaspar revelou que “o saldo do défice estrutural para 2015-2016 será de 0,5 por cento do Produto Interno Bruto, valor que corresponderá a 1 por cento (2015) e a 0,5 por cento em 2016, em termos de saldo das administrações públicas”.
 Já o crescimento da economia será da ordem dos 2,5 por cento em 2016, segundo o governante. “Entre 2014 e 2016 a nossa economia estará a crescer significativamente mais do que a nossa estimativa de produto potencial e em 2016 teremos um número da ordem dos 2,5 por cento”, disse Vítor Gaspar.
 Relativamente ao DEO, que foi enviado à Assembleia da República e também para Bruxelas, Gaspar referiu que o documento “inclui um cenário macro de médio prazo que cobre os anos até 2016”, não havendo “alterações muito significativas e mantendo a previsão de recessão em 2012”.
 Mencionou que 2013 será “o ano do início da recuperação económica e prevê-se que em 2016 esteja eliminado o hiato do produto”, isto é, “espera-se que a atividade económica tenha atingido o seu nível potencial”.
 Vítor Gaspar destacou ainda, no que se refere à despesa pública das administrações, que “em 2010 esta estava em quase 50 por cento, prevendo-se uma queda para os 43 por cento em 2016, uma queda muito significativa que se concretiza ano após ano”.
 O Conselho de Ministros aprovou a proposta de lei com o Quadro Plurianual de Programação Orçamental para os anos de 2013 a 2016 que aponta para uma redução do limite da despesa primária em 2013, de 3,2 por cento, e do total da despesa, isto é, acrescentando a despesa com juros da dívida pública, de 2,1 por cento.

* Ministro das Finanças aponta 2013 como “início da recuperação económica”

 O ministro das Finanças disse que o Documento de Estratégia Orçamental (DEO) não contém novidades substanciais em termos de opções políticas, nem no cenário macroeconómico, com 2013 a apresentar-se como “o ano do início da recuperação económica”.
 Em conferência de imprensa no final da reunião do conselho de ministros que aprovou o DEO, o titular da pasta das Finanças, Vítor Gaspar, disse que o cenário macroeconómico cobre os anos até 2016, mantendo-se a previsão de recessão para 2012.
 Quanto a 2013, será “o ano do início da recuperação económica”, enquanto 2016 se prevê que “a actividade económica tenha já atingido o seu nível potencial”.
 Vítor Gaspar adiantou ainda que os documentos aprovados pelo Governo e que foram agora entregues na Assembleia da República “não contêm qualquer novidade substancial em termos de opções políticas”.
 “As opções parte da base de consenso que é comum a todos os partidos que subscreveram o programa de ajustamento”, acrescentou.