Portugal Campeão da Europa de Sub-19 em futebol

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A selecção portuguesa de futebol de sub-19 conquistou ontem o título europeu da categoria, ao vencer na final a Itália por 4-3, após um prolongamento que se obrigou a disputar ao desbaratar uma vantagem de dois golos.

  O avançado Pedro Correia marcou aos 109 minutos – oito após ter entrado em campo – o golo decisivo de Portugal, que parecia ser o destinatário do troféu a meio da segunda parte, quando vencia por 2-0, com golos de João Filipe, aos 45+1, e Francisco Trincão, aos 72, os dois melhores marcadores do torneio, com cinco golos cada.

  O italiano Moise Kean, que também começou a final no banco de suplentes, bisou no espaço de dois minutos, aos 75 e 76, levando o jogo para o prolongamento, no qual João Filipe voltou a marcar, aos 104, e Scamacca a empatar para os transalpinos, aos 107, antes de Pedro Correia concluir o festival de golos.

  A equipa das ‘quinas’ desforrou-se da derrota por 3-2 sofrida na fase de grupos, num desafio em que jogou em inferioridade numérica desde os nove minutos, por expulsão de Diogo Queirós, mas também do desaire na final do Europeu de 2003, perante a selecção transalpina, por 2-0.

  Portugal conquistou o primeiro título de sub-19, depois de já se ter sagrado campeão no formato de sub-18 em 1961, 1994 e 1999, mas é o país com maior número de finais perdidas – oito, em 1971, 1988, 1990, 1992, 1997, 2003, 2014 e 2017 -, as três últimas já com o actual modelo competitivo.

  O seleccionador Hélio Sousa já sabia que não poderia contar para o jogo de Seinajoki (Finlândia) com Diogo Costa, que se lesionou e deixou a baliza portuguesa entregue a João Virgínia, mas não contava sofrer uma baixa de última hora, o influente médio Miguel Luís, substituído por Nuno Nunes.

  José Gomes recuperou a titularidade no eixo do ataque, mas foi João Filipe que abriu as ‘hostilidades’, logo aos dois minutos, com um remate ao lado da baliza italiana, parecendo determinado em reeditar o jogo das meias-finais, com a Ucrânia, no qual Portugal marcou cinco golos na meia hora inicial.

  A iniciativa de João Filipe teve continuidade nos remates quase sucessivos de Nuno Nunes e José Gomes e, pouco depois, de Quina, mas nos três casos os jogadores lusos encontraram pela frente um guarda-redes italiano, até esse momento, seguríssimo.

  Plizzari voltou a opor-se com brilhantismo ao remate de longe de David Carmo, aos 27 minutos, ainda que João Virgínia também tenha desfrutado do seu momento de glória, ao desviar sobre a barra o ‘disparo’ de Frattesi, três minutos mais tarde.

  Um desvio de Thierry Correia – com as costas –, aos 39 minutos, poderia ter resultado no golo português e foi de forma pouco convencional que João Filipe inaugurou o marcador, aos 45+1, com um forte remate à entrada da área que Plizzari defendeu para dentro da própria baliza.

  A Itália deu uma nota de inconformismo logo no início da segunda parte, através de um remate Melegoni que passou muito perto do poste da baliza de João Virgínia, mas Portugal voltou a ‘tomar posse’ da bola e Trincão falhou o 2-0 por duas vezes, no espaço de outros tantos minutos.

  Aos 72 minutos e à terceira tentativa, o avançado não errou. João Filipe, que momentos antes ficou a centímetros de marcar um golo extraordinário, rematou para defesa incompleta de Plizzari – desta vez, sem qualquer responsabilidade – e Trincão concluiu com êxito, antecipando-se à defesa adversária.

  Quando parecia que o triunfo não fugiria a Portugal, o avançado Moise Kean mostrou por que razão o substituiu Pinamonti após o intervalo, bisando no curto espaço de dois minutos, aos 75, através de um forte remate rasteiro, e aos 76, aproveitando a liberdade que lhe foi concedida em plena área lusa.

  As duas equipas mantiveram o ímpeto no prolongamento, mas foi João Filipe que recolocou Portugal em vantagem, aos 104 minutos, com mais um remate certeiro à entrada da área, mas a Itália voltou a igualar logo no início da segunda parte do tempo extra, aos 107, graças ao desvio de cabeça de Scamacca.

  A ‘squadra azzurra’ dispôs de dois minutos para celebrar o empate, o tempo exato que Pedro Correia demorou para marcar o 4-3, aos 109, apenas oito após ter substituído Trincão, através de um colocado remate rasteiro, que tornou inútil a estirada de Plizzari.