Por enquanto não foi detectado qualquer sintoma do vírus “Covid-19” nos idosos utentes do Lar S. Francisco de Assis em Pretória West

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  Situado em Pretória West, bairro em tempos passados de predominância portuguesa, mas que com o degradar dos tempos se foi radicando noutras zonas da cidade, consideradas mais seguras e de maior tranquilidade, apresentando-se hoje esta área, para além de insegura e vulnerável, susceptível a marginalidade.

  Daí nos tempos que decorrem considerada de alto risco de contaminação do vírus “covid-19”, haver necessidade de elaborar um plano urgente de contingência para fazer frente à pandemia, que rapidamente se tornou em calamidade a infectar e a ceifar vidas em série por todo o mundo.

  O plano de contingência passou pelo bloqueio/interdição imediato do lar, com a comunidade exterior, incluindo os próprios familiares, o qual tem exigido muito esforço, sacrifício, empenho, dedicação e cooperação.

  Tanto por parte das empregadas que nele trabalham, como dos próprios residentes do lar, que fielmente têm cumprido intransigentemente todas as regras adoptadas pela Direcção, mantendo-se disponíveis e cooperantes em todos os momentos do confinamento, depositando nos prestadores de serviço toda a confiança e gratidão.

  Até ao dia de hoje, segundo a chefia do lar, felizmente ainda não foi detectada ali nenhuma suspeita, nem sequer sintoma que tivesse sido testado positivo do vírus, graças às fortes medidas de confinamento, tendo para o evitar havido grande empenho e zelo por parte de alguns benfeitores, que continuamente têm doado Vitamina-C, Vitamina-D, zinco e cálcio.

  Isto tudo para o fortalecimento do sistema imunitário dos idosos residentes, bem como o generoso donativo semanal de pão fresco, mimos para o lanche, fruta e legumes com abundância, que permitem a elaboração de uma dieta variada e balançada, tal como a ajuda na doação de cobertores, vestuário e calçado.

  Para que as funcionárias deste lar S. Francisco de Assis pudessem fazer frente à situação emergente (durante um inverno rigoroso), que as obrigou a um isolamento social longo e inesperado, já que dura desde o dia 26 de Março, se bem que a maior graça se deve ao nosso Criador, que tem abençoado e protegido o lar.

  Conforme diariamente os devotos nele residentes se mostram nas suas orações agradecidos a essa protecção contra a pandemia do “coronavírus”, onde para além disso, neste inverno, não obstante os rigores do frio, nem sequer gripe ou simples constipação atingiu como que por milagre ninguém deste lar.

  A todos os benfeitores que têm ajudado o lar de S. Francisco de Assis, na paróquia de Santa Maria dos Portugueses, em Pretória West, nestes tempos tão difíceis, vai um forte reconhecimento de bem hajam, com os sinceros votos para que nas suas casas nunca falte a abundância de bens essenciais para os seus familiares, como retribuição à sua generosidade.

 

* Lar administrado pelos Lusíadas

 

  Com este lar administrado pelos Lusíadas, presidido pela bem-feitora Paula de Castro, presentemente a albergar vinte e sete utentes, e como tal lotada a sua capacidade, com uma longa lista de espera para admissão dos que nele se pretendem fixar, é ali gerente desde 2017, a nossa compatriota Isabel dos Santos.

  Que nascida em Moçambique, onde se manteve até 1987, se licenciou depois em serviços sociais na Universidade Católica de Braga, com o mestrado em Educação de Adultos, e Investigação Comunitária, concluído na Universidade do Minho no ano de 2013, que diga-se em abono da verdade, bem apoiada por um dedicado grupo de colaboradoras, com destaque para as religiosas Maria do Rosário e Laura Luísa Mpare, tem  feito neste lar de idosos de Pretória West, um traba-lho a todos os títulos louvável e digno dos maiores elogios.

  Recorda-se que o lar S. Francisco de Assis, foi inaugurado na paróquia de Santa Maria dos Portugueses, em Pretória West, a 2 de Dezembro de 2001, no decorrer da festa em honra da Imacula-da Conceição, a cuja cerimónia presidida pelo Arcebispo George Daniel, a que além do então pároco Gilberto Teixeira, marcaram presençaas seguintes entidades:

  Monsenhor Alberto Ortega como encarregado de negócios da Nunciatura Apostólica; o Frei Hilório da Cruz Missinga da Custódia dos Franciscanos em Maputo; o embaixador de Portugal  na África do Sul, Manuel Fernandes Pereira; o pároco das freguesias do Jardim do Mar, Prazeres e Estreito da Calheta, na Ilha da Madeira, Rui de Sousa; o Frei Diamantino Faria na altura colocado no Convento Varatojo, em Torres Vedras, havia servido antes e em sucessivos anos nesta igreja católica portuguesa de Pretória West; e o então presidente do conselho paroquial desta mesma paróquia de Santa Maria, Ivo de Sousa, mais tarde distinguido comendador.

 

* Apelo dos Lusíadas à Comunidade

 

  Com a colaboração de certas colectividades e instituições lusas citadinas, havendo aqui a des-tacar os donativos concedidos ao longo de vários anos pela Academia do Bacalhau de Pretória, com destaque para os sucessivos na gerência do comendador Mário Ferreira, e certamente continuarão sob o comando de Tony Barbosa, só que por enquanto e pelos motivos bem conhecidos inactiva, a juntar a algumas individualidades de bom coração, e ao jantar de gala que “Os Lusíadas” vão promovendo anualmente em Outu-bro, no salão nobre da ACPP, também o deste ano muito comprometido, “Os Lusíadas” até ver, cada vez com mais falta de recursos financeiros, lá vão prosseguindo a sua obra meritória na comunidade.

  Sendo de toda a justiça realçar aqui o incontestável apoio da sua presidente Paula de Castro, no cargo que com grande devoção desempenha desde 2008, uma senhora que certamente muitos conhecem pessoalmente, mas poucos se apercebem da sua grande capacidade de liderança, e os sacrifícios que essas funções acarretam, a juntar aos seus contributos pessoais, praticamente sempre feitos no anonimato e bem de acordo com a parábola “dá com a mão esquerda com que a direita vão veja”.

  Com os tempos a tornarem-se cada vez mais difíceis, daí cada vez mais pessoas a pedir ajuda, só que com as limitadas disponibilidades financeiras, “Os Lusíadas”, só tem podido socorrer as mais prementes, ou seja aos velhinhos para ajuda na compra de medicamentos, e aqueles sem recursos para dar aos seus filhos as mí-nimas refeições diárias, algumas delas terem até de se deitar sem nada que lhes aconchegue o estômago, o que deve ser duro aos progenitores aceitar quando se trate de crianças, sem nada para lhes dar.

  A vontade dos Lusíadas, para além de estarem a administrar o lar de idosos S. Francisco de As-sis, e a ajudar trinta e oito famílias da nossa comunidade, com o montante mensal de  88.000.00 randes, era poder atender todos os pedidos que com justificação lhe são feitos e assim satisfazer todas as necessidades.

  Infelizmente os seus limitados recursos, e sem qualquer ajuda a nível oficial, não o permitem, a não ser que a comunidade reconsidere e passe a ajudar de maneira mais activa e eficaz o esforço que a instituição vem fazendo e a todos poder passar a ajudar, só assim e em esforço colectivo se poderá aliviar o sofrimento de quem a ela recorre.

  Com a falta dos apoios que atrás referimos provocados pela pandemia do coronavírus, o futuro apresenta-se muito difícil para “Os Lusíadas”, e se as coisas não melhorarem certamente impossível continuar a manter as ajudas que vêm concedendo, o que a acontecer será certamente lamentável e muito triste para todos os membros lusíadas.

  Por de coração partido não poderem atenuar o sofrimento das carenciadas famílias que vêm socorrendo, e outras que com o agravar dos tempos venham a necessitar de uma mão amiga que lhes possa valer.

  Por favor ajudem “Os Lusíadas” a ‘matar’ a fo-me aos nossos compatriotas em desespero, assim como poder continuar a administrar o lar de idosos S. Francisco de Assis, que a operar na pa-róquia de Santa Maria dos Portugueses, em Pretória West, acolhe os nossos velhinhos, que Deus vos recompensará.

  Qualquer donativo poderá ser entregue pessoalmente à presidente dos Lusíadas, Paula de Castro, que para contacto tem o número de telemóvel 082 789 6880 ou depositado na conta que “Os Lusíadas” têm no Mercantile Bank, em Pretória, com o número “1002016282”.