Plataforma Alentejo pede audiências urgentes sobre melhoria das acessibilidades

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A Plataforma Alentejo revelou ter solicitado audiências urgentes ao Presidente da República, primeiro-ministro e partidos políticos para reivindicar a melhoria das acessibilidades rodoviárias, ferroviárias, marítimas e aéreas na região.

 O secretariado da plataforma, em comunicado, assinalou ter enviado ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao primeiro-ministro, António Costa, e aos partidos políticos uma “Exposição sobre as acessibilidades no Alentejo”.

 A estrutura pediu, “com carácter de urgência, a marcação de audiências” aos destinatários do documento, atendendo a “novos conhecimentos” obtidos graças, por exemplo, ao “acesso a Estudo Técnico da REFER sobre a Linha do Alentejo”, o qual “vem confirmar a justeza dos trabalhos apresentados pelos técnicos que apoiam a Plataforma Alentejo”.

 A exposição entregue constitui “um novo, positivo e construtivo contributo da Plataforma Alentejo sobre a estratégica questão das acessibilidades ferroviárias, rodoviárias, marítimas e aéreas no Alentejo” e sobre “a sua importância para todo o Alentejo e para a salvaguarda do interesse nacional”, pode ler-se no comunicado.

 Uma “rede ferroviária como base do modelo de ordenamento e gestão do território”, uma “rede rodoviária a concluir no Alentejo como complementar à rede ferroviária” ou a aposta no porto de Sines e na “urgência de acessibilidades terrestres, sobretudo ferroviárias que lhe garanta segurança e fiabilidade junto dos operadores que a ele recorram” são algumas das reivindicações da plataforma.

 O desenvolvimento do aeroporto de Beja, pondo fim à sua “operação intermitente”, e o Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva e “a necessidade de acessibilidades para aumentar o seu potencial produtivo, atrair para o território as agroindústrias de que carece para a sua valorização e a criação de emprego qualificado e permanente” são outros exemplos.

 A Plataforma Alentejo não esquece também, nas questões que aborda, o desenvolvimento da indústria extrativa de rochas ornamentais e o respectivo transporte ferroviário e o setor do turismo e a necessidade de acessibilidades que “permitam desenvolver o seu potencial de crescimento exponencial”.

 Évora vai acolher, no dia 12 de Setembro, a Convenção do Alentejo, um encontro para aprofundar a reflexão em torno destas questões.

 A Plataforma Alentejo foi criada em 2018 por várias pessoas, entre dirigentes de organizações empresariais, entidades públicas e privadas e movimentos de cidadania e cidadãos “civicamente empe-nhados”, para exigir ao Governo a concretização de projectos nas áreas das acessibi-lidades e dos transportes rodoviários e ferroviários que consideram fundamentais para o desenvolvimento sustentável do Alentejo.