Plano de reabertura: Universidades sul-africanas precisam de 1,8 biliões de randes para combater covid-19

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As universidades sul-africanas precisam de 1,85 biliões de randes como parte de seus planos de equipar os centros de acomodação dos estudantes e fazer frente à pandemia de covid-19.

  O ministro do Ensino Superior, Ciência e Inovação, Blade Nzimande, disse que o financiamento para as universidades varia de 2.1 a 402.8 milhões de randes, precisando as Faculdades de Educação e Técnicas (CET) 27 milhões para a reabertura das instalações.

   Blade Nzimande, considerou o montante irreal já que muitos materiais indicados são desnecessários.

  Nzimande respondia assim a uma pergunta parlamentar escrita, da deputada Belinda Bozzoli, de DA/Democratic Alliance, maior partido da oposição, que pediu detalhes sobre o custo total a ser gasto pelo seu departamento e instituições de ensino superior para se preparar para a reabertura de instalações após o alívio das restrições.

  Bozzoli também quis saber sobre se seu departamento e instituições de ensino superior e ensino técnico empregarão pessoal adicional para garantir que o distanciamento social e outras protecções essenciais à saúde sejam implementadas.

  Nzimande respondeu que os documentos foram enviados às universidades em Maio, solicitando que mandassem planos de ensino, aprendizagem e avaliação, bem como de preparação dos centros para o Departamento até 19 de Maio.

  “As universidades apontaram que os planos de preparação aos centros, dependiam consideravelmente em relação ao que as instituições queriam implementar e ao financiamento necessário e equipamento solicitado, variando o montante necessário entre 2,1 milhões a 402,8 milhões de randes. Houve grandes mudanças na infraestrutura que não seriam possíveis. O custo total dos planos apresentados foi de 1,85 biliões. Isso foi avaliado como irrealista, pois muitos produtos indicados eram desnecessários”, sublinhou o ministro.

  Nzimande disse que o Departamento, em consulta com a Saúde Superior (Higher Health),  uma entidade ligada à Educação, que avaliou esses planos, decidiu que havia certas despesas legítimas que as instituições incorriam, que não poderiam ter sido orçadas antes da pandemia de covid-19 e deveriam considerar um segundo subsidídio para auxiliar as instituições nesses custos.

  Foi solicitado a aprovar a redefinição da priorização de 526,3 milhões dos subsídios destinados a 2020/21 ainda não transferidos para ajudar as universidades a pagar equipamentos não orçamentados para a prontidão dos centros universitários e medidas de saúde e segurança no próximo período.

  “As faculdades de TVET/Technical and Vocational Education and Training, consideraram aproximadamente R780 milhões nos seus orçamentos operacionais actuais de 2020 para ajudar nas despesas relacionadas com covid-19, sendo o custo total a ser gasto pelas faculdades de Educação e Técnicas de 27 milhões para se preparar para a reabertura das instalações após a flexibilização do confinamento para conter a propagação do Covid-19”, disse.

  Nzimande anotou que desde então o departamento firmou uma parceria com a Autoridade de Educação e Formação do Sector de Saúde e Bem-Estar/HWSETA para a prestação de serviços de enfermagem, triagem e rastreamento de contactos.

  “O Departamento aumentará a sua capacidade de limpeza utilizando mais produtos na sede e nas faculdades, e em particular nas faculdades comunitárias de centros de aprendizagem que não possuem produtos de limpeza específicos, pois estão a usar as instalações do departamento de Educação Básica”, acrescentou.

  Nzimande afirmou que as faculdades da CET/Educação e Formação Comunitária não estão a empregar funcionários adicionais, no entanto, apenas as faculdades que cumpriram os requisitos de distanciamento social permitiram que funcionários e estudantes retornassem a 23 de Junho.

  Financiamento adicional seria usado para, entre outros, equipamentos de protecção individual e instalações internas de isolamento e quarentena.