PJ alerta para falsas promessas de empréstimos financeiros

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PJ alerta para falsas promessas de empréstimos financeiros

A Polícia Judiciária alertou para as falsas promessas de concessão de empréstimos financeiros, burla que tem afectado centenas de pessoas em todo o país nos últimos três anos.

 O alerta da PJ surge após a realização de seis detenções por burla, na sequência de falsas promessas de concessão de empréstimos a pessoas que estavam em situação económica difícil.

 A PJ avança também que foram constituídos diversos arguidos no âmbito de investigações a duas dezenas de crimes de burla que envolveram centenas de pessoas em todo o país.

 Fonte da PJ disse que, nos últimos três anos, houve muitos portugueses, sobretudo com dificuldades ecónimcas e sem possibilidade de recorrer ao crédito junto das instituições bancárias e financeiras, a cair neste tipo burlas.

Nesse sentido, a PJ alerta para os cuidados que se deve ter quando se pede um empréstimo financeiro através de anúncios de jornais e da Internet, devendo certificar-se de quem está por trás do anúncio, e nunca efetuar qualquer adiantamento de dinheiro

 “Devem ter muita cautela e não se iludirem com grandes facilidades e benefícios. Devem desconfiar sempre”, adiantou a mesma fonte.

 Numa nota divulgada para explicar o modo de actuação deste burlões, a PJ refere que colocam anúncios em jornais ou em páginas na Internet para publicitar instituição financeira de grande solidez, empréstimos em condições muito vantajosas, sem necessidade de grandes burocracias e de quaisquer garantias.

 A PJ refere também que mesmo os cidadãos que já não conseguem recorrer ao crédito junto das instituições bancárias e financeiras têm garantias na concessão do crédito.

 Os anúncios indicam diversos números de telefone estrangeiros, normalmente tele-móveis, e endereços eletrónicos para onde os eventuais interessados devem contactar, adianta a nota.

 A PJ explica que, na sequência de um primeiro contacto por parte dos interessados, estes são convidados a preencher alguns formulários e a remetê-los, por regra, para endereços electrónicos, ficando depois a aguardar a análise do processo e eventual aprovação do empréstimo solicitado.

 Passados alguns dias sobre o envio dos formulários, os interessados são contactados pelos burlões a informar que o empréstimo solicitado foi aprovado.

A Polícia Judiciária refere que os burlões informam as alegadas vítimas que, para o dinheiro ser disponibilizado, vão ter de fazer uma transferência prévia, cujo montante varia de caso para caso, dependendo do pagamento de seguros, taxas e despesas inerentes à concessão do empréstimo.

Depois de efectuarem tais transferências, que em muitas das situações investigadas atingiram os milhares de euros, as vítimas acabam, invariavelmente, por não receber o montante de qualquer empréstimo, ao contrário do que lhes fora prometido, explica a PJ.