Petrolífera chinesa investiu já 20 milhões de dólares em Angola

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O director-geral da China Petroleum Pipeline Engeneering Angola, Xing Hang, disse em Luanda que a firma internacional investiu já cerca de 20 milhões de dólares em Angola, nomeadamente em projectos de armazenamento de petróleo e gás.

 Em declarações à agência noticiosa Lusa, no primeiro dia da conferência “Angola Oil & Gás 2019”, organizada pela África Oil & Power (AOP)

sublinhou que em seis anos de actividades em Angola a empresa actuou também em projetos de construção de estradas e sistemas de água.

 Com o “gasoduto, oleoduto, armazenamento de petróleo e gás e facilidade de refinação” como os principais negócios da empresa chinesa, Xing Hang aplaudiu as reformas em curso em Angola, particularmente no sector petrolífero, afirmando serem “indispensáveis”.

 “A reforma em curso em Angola nesse sector é imprescindível e pensamos que esta reforma é necessária e urgente para o país”, disse numa exposição das potencialidades dos operadores do sector, enquadrada nesta conferência cuja sessão de abertura foi presidida pelo chefe de Estado angolano.

 O Presidente angolano exortou os operadores petrolíferos mundiais a investir em Ango-la, garantindo estar em curso um processo de reformas no sector que assegura melhores condições para se apostar no país.

 João Lourenço discursava na abertura da conferência “Angola Oil & Gas 2019”, que de-correu de terça-feira até quinta-feira no Centro de Convenções de Talatona, a sul de Luanda, evento que juntou a quase totalidade dos principais operadores petrolíferos mundiais.

 “África detém um grande potencial de hidrocarbonetos inexplorados, tendo, por isso, uma palavra a dizer no que concerne à segurança energética do próprio continente e do mundo industrializado no geral. Nesse quadro, Angola ocupa uma das posições cimeiras no continente”, referiu o chefe de Estado angolano.

 João Lourenço acrescentou que o Governo a que preside “está consciente” da realidade e das potencialidades africanas, sublinhando que Angola está “em linha” com o lema da conferência, que encara o petróleo e o gás como catalisadores de uma economia dinâmica, renovável e autossustentável.