Petição sobre empresário português raptado em Moçambique vai a discussão no Parlamento em Lisboa

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 O plenário da Assembleia da República vai discutir em 18 de Julho a petição que “solicita adoção de medidas para encontrar Américo Sebastião”, empresário raptado em Moçambique e que se encontra desaparecido há quase dois anos.

 A decisão de fazer subir a petição, apresentada pela mulher do empresário, Salomé Sebastião, foi tomada em reunião dos líderes dos partidos com assento no parlamento, que terá a última sessão de plenário precisamente a 18 do próximo mês, antes do período de férias da Assembleia da República.

 O relatório da petição, que teve como relatora a deputada social-democrata Ângela Guerra, foi aprovado na reunião de 12 deste mês da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas.

 Américo Sebastião foi raptado numa estação de abastecimento de combustíveis, a 29 de Julho de 2016, em Nhamapadza, distrito de Maringué, província de Sofala, no centro do Moçambique.

 Segundo a família, os raptores usaram os créditos de débito e crédito para levantarem 4.000 euros, não conseguindo mais porque as contas foram bloqueadas logo que foi contactado o desaparecimento.

 Em Abril, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, recebeu garantias de Moçambique de cooperação política para resolver o caso de Américo Sebastião.

 “Este compromisso político de boa cooperação é essencial”, referiu, após um encontro com a vice-ministra dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, Manuela Lucas.

 O assunto foi igualmente abordado num encontro entre José Luís Carneiro e a vice-ministra do Interior, Helena Kida, que prometeu também cooperação.

 As autoridades moçambicanas nunca aceitaram as ofertas de apoio policial português para investigar o caso.

 A eurodeputada Ana Gomes expôs o caso do desaparecimento de Américo Sebastião a Federica Mogherini, Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, que manifestou preocupação, frisando que “a situação em Moçambique está a ficar complicada do ponto de vista da segurança”.

 Salomé Sebastião abordou já o desaparecimento do marido, de 49 anos, com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e com o primeiro-ministro, António Costa.