Pelo menos 89 polícias detidos por violarem confinamento na África do Sul

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Pelo menos 89 polícias estão entre os vários sul-africanos detidos pela violação das normas de confinamento decretadas pelo Presidente da República para a contenção da pandemia de covid-19 na África do Sul.

Segundo o ministro da Polícia, Bheki Cele, entre as pessoas detidas durante o período de confinamento obrigatório decretado pelo chefe de Estado, Cyril Ramaphosa, estão 89 polícias.

De acordo com o governante, que falava aos jornalistas na cidade litoral de Durban, os agentes da polícia foram detidos por vários crimes, incluindo a venda ou roubo de álcool ou por “confiscarem” dinheiro de forma ilegal.

Para controlar a propagação da covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, o Governo implementou várias medidas, incluindo o confinamento obrigatório, salvo para a aquisição de bens ou a realização de serviços essenciais.

Durante o dia de hoje, a imprensa sul-africana noticiou também que a ministra das Comunicações e das Tecnologias Digitais da África do Sul, Stella Ndabeni-Abrahams, se declarou culpada face às acusações de que terá violado o confinamento.

Em causa está um almoço entre a ministra e o antigo deputado do Congresso Nacional Africano, o partido no poder, Mduduzi Manana, na casa deste.

No início do mês, a ministra tinha sido já suspensa por dois meses, sendo que num deles não iria receber qualquer remuneração.

“O confinamento nacional pede um cumprimento absoluto por todos os sul-africanos. Membros do executivo têm uma responsabilidade especial de estabelecerem um exemplo para os sul-africanos, que têm de fazer grandes sacrifícios”, vincou Ramaphosa.

Uma investigação das forças policiais sul-africanas entendeu que os motivos da visita da ministra à casa de Manana não estão compreendidos entre as razões essenciais determinadas pelo estado de confinamento, que incluem a entrega de serviços essenciais, a aquisição de bens essenciais ou a procura ou realização de cuidados médicos.

Até à data, as autoridades registaram 3.635 casos de contaminação no país, incluindo 65 mortes.

O continente africano regista mais de 23.500 casos em 53 países desde o início da pandemia, incluindo mais de 1.150 mortes.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.