Pedida maior investigação sobre moçambicanos detidos por tráfico de chifres de rinoceronte em Belfast

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O tribunal de Belfast requereu o aprofundamento da investigação policial sobre o envolvimento de dois cidadãos moçambicanos no tráfico de chifre de rinoceronte na África do Sul.

 “A Polícia comunicou-nos que o caso necessita de ser investigado para aprofundar o grau de envolvimento dos detidos, se são furtivos ou apenas correio – qual é de facto a sua actividade -, antes de o juiz pronunciar uma sentença”, disse à Lusa Eugénio Langa, cônsul de Moçambique em Nelspruit.

 O responsável consular adiantou que o julgamento de Alberto Ernesto Nharreluga, 46 anos, e seu filho Ernesto Alberto Nharreluga, 26 anos, detidos a 18 de Abril por pos-se ilegal de chifres de rinoceronte quando viajavam em direcção a Joanesburgo, não se realizou na terça-feira como agendado pelo juiz.

 “Os detidos também não foram levados a tribunal e não se agendou uma nova data”, precisou o diplomata.

 “O que vamos fazer mediante esta decisão, é uma visita aos detidos, que já solicitámos, no sentido de terem uma entrevista com os nossos serviços consulares por forma a averiguar como os assistir”, declarou Eugénio Langa.

 Os dois cidadãos moçambicanos foram detidos entre as localidades de Wonderfontein e Alzu Petro Port, arredores da pequena cidade de Belfast, província de Mpumalanga, onde se situa o Parque Nacional Kruger, que faz fronteira com Moçambique, na posse de duas pontas de rinoceronte, disse à Lusa o porta-voz da Polícia, Leonard Hlathi.

 A pequena cidade de Belfast, popular destino turístico para a pesca de truta, dista cerca de 200 quilómetros do Parque Nacional Kruger, onde a vida selvagem, nomeadamente elefantes e rinocerontes, tem sido alvo de intensa caça furtiva.

 O porta-voz policial disse que os dois homens moçambicanos viajavam a caminho de Middelburg, na autoestrada N4, que liga Komatipoort (principal posto de fronteira entre a África do Sul e Mo-çambique no extremo sul do Parque Kruger) e Pretória, tendo como destino final Joa-nesburgo.

 “Os indivíduos são residentes em Moçambique e as pontas de rinoceronte são do Parque Nacional Kruger e segundo as suas declarações as pontas destinavam-se a Joanesburgo”, disse à Lusa Leornard Hlathi.

 As autoridades sul-africanas reforçaram recentemente a presença militar de elementos da Força Nacional de Defesa da África do Sul (SANDF, sigla em inglês) para combater a criminalidade, contrabando e caça furtiva na fronteira com Moçambique.