Paulo Portas visita três países lusófonos na primeira deslocação oficial como MNE

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Paulo Portas

Paulo PortasO ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, vai deslocar-se a Angola, Moçambique e Brasil no final do mês, uma viagem que aposta nas vertentes da diplomacia económica, língua e comunidades portuguesas.

 O périplo lusófono de Paulo Portas começa a 21 de julho em Angola e termina a 25 em Brasília, disse à agência Lusa o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
 Além dos países lusófonos, o chefe da diplomacia desloca-se ao Peru, a 27 e 28 de julho para representar Portugal na tomada de posse do novo Presidente do país, Ollanta Humala.

 O ministro dos Negócios Estrangeiros chega a Luanda a 21 de julho para contactos bilaterais voltados para a diplomacia económica e as ques-tões da língua portuguesa, tendo prevista também uma deslocação à Feira Internacional de Luanda, onde estarão mais de 100 empresas portuguesas.
 A 22 de julho participa em Luanda no Conselho de Ministros anual da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que irá fazer o balanço de meio mandato da presidência angolana da organização e aprovar o roteiro para a reforma do sector de defesa e segurança na Guiné-Bissau.

 A 23 e 24 de julho, Paulo Portas estará em Moçambique para contactos com as autoridades sobre questões económicas e língua portuguesa.
 O ministro dos Negócios Estrangeiros chega a Brasília a 25 de julho para encontros com as autoridades brasileiras.
 Miguel Guedes disse que o novo ministro quer deslocações diplomáticas “pautadas por pragmatismo e objectivos concretos”, adiantando que para esta deslocação foi “delineada uma forte aposta” nas vertentes da economia, língua e comunidades portuguesas.

 “Angola porque é determinante em qualquer um destes domínios, registando-se grande fluxo de emigração de portugueses para aquele país, Moçambique pelo seu elevado potencial e Brasil porque se mantém importante destino de quadros e empresas na-cionais”, disse o porta-voz.
O ministro “entende que um reforço do papel de Portugal na Europa e no mundo, em que os países emergentes assumem cada vez maior protagonismo, poderá ser também alcançado através do reforço dos laços com os nossos parceiros africanos, com o Brasil e com a América Latina”, acrescentou Miguel Guedes.