Paulo Portas reeleito presidente do CDS

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Paulo Portas reeleito presidente do CDS
A comissão política do líder do CDS-PP Paulo Portas foi ontem eleita com 85,9% dos votos, tendo elegido 58 dos 70 membros do Conselho Na-cional, no Congresso realizado em Oliveira do Bairro.

 A lista do movimento Alternativa e Responsabilidade (AR), presidida por Filipe Anacoreta Correia, elegeu 9 lugares no Conselho Nacional – o ‘parlamento’ do partido -, menos três do que no anterior Congresso, e uma terceira lista com elementos próximos do anterior presidente José Ri-beiro e Castro conquistou três assentos no órgão máximo entre Congressos. O Conselho Nacional aumentou de 65 para 70 membros no actual Congresso.
 No último Congresso, realizado em 2011 em Viseu, a co-missão política de Paulo Portas foi eleita com 91,7% dos votos, uma percentagem mais elevada do que a conseguida ontem.
 
 Na disputa da presidência da mesa do Conselho Nacional, à qual concorriam duas listas, a lista da direcção encabeçada por Telmo Correia conseguiu 82,9% dos votos, derrotando a lista do movimento AR – tendência crítica da di-recção – que propunha para o cargo Luís Nobre Guedes e que conseguiu 15,6 por cento dos votos.
 
 Para o Conselho Nacional, a lista da direcção, que tem como número um Pires de Lima, conseguiu 82,36% dos votos – contra os 80,8% do anterior Congresso – e elegeu 58 conselheiros (mais cinco do que em 2011). A lista do movimento AR conseguiu 12,5% dos votos – contra os 18,78 % de Viseu – e a terceira lista, encabeçada por Luís Lagos, que não concorreu no último Congresso, conseguiu 4,39 por cento.
 
 Ao Conselho de Jurisdição concorreram duas listas: a da direcção, que conquistou 84,4% dos votos, e a do movimento AR, que obteve 12,3%.
 À mesa do Congresso concorreu apenas a direcção, que obteve 80,6% (os restantes foram brancos) – bastante abaixo dos 88,5% alcançados em Viseu – bem como ao Conselho de Fiscalização, onde conseguiu 74,5% dos votos.

* Mota Soares, João Almeida e Diogo Feio são os novos ‘vices’ de Portas
           
 A lista de Paulo Portas aos órgãos nacionais do CDS-PP inclui Mota Soares, João Almeida e Diogo Feio como vice-presidentes e a entrada de Cecília Meireles e Hélder Amaral para a comissão executiva.
 Filipe Lobo D’Ávila substitui João Almeida como porta-voz do partido.

* Coligação com PSD será a primeira a terminar mandato em 40 anos – Paulo Portas
           
 O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, afirmou ontem que a coligação governativa com o PSD será a primeira a terminar o mandato em 40 anos de democracia, admitindo que possa não ser a última a consegui-lo.
 
 “Dizem que nenhuma coligação terminou o seu mandato em quarenta anos de democracia. Algo me diz que seremos os primeiros a fazê-lo e a partir daí não seremos os últimos a fazê-lo”, afirmou.
 Discursando na sessão de encerramento do XXV Congresso do CDS-PP, o líder reeleito dirigiu as primeiras palavras ao presidente do PSD e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que presidiu à delegação social-democrata na reunião magna dos centristas. 
 Paulo Portas considerou que “a vantagem das coligações é a pluralidade” e, por isso, indicou, é que os países mais fortes da Europa são governados há décadas em coligação.
 
Sobre o estado da coligação governativa com o PSD, Portas afirmou: “Os nossos países não são iguais nem são sósias mas sabem estar juntos por um bem comum maior que se chama Portugal”. 
 Ainda dirigindo-se ao primeiro-ministro, Paulo Portas destacou o significado do dia 17 de maio para o país, afirmando que Portugal “não merece o azar” de um segundo resgate e merece sair do programa de ajustamento “com dignidade”.