Passos garante que não haverá despedimentos na Função Pública

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Passos garante que não haverá despedimentos na Função Pública

Passos garante que não haverá despedimentos na Função PúblicaO primeiro-ministro assegurou que não irão existir despedimentos na função pública, fazendo a distinção entre esta situação e as “rescisões amigáveis”, que “podem ocorrer ou não ocorrer”.

 “Não vai haver despedimentos na função pública, não está no programa do Governo, não está na nossa intenção, não o vamos fazer”, garantiu o chefe do Governo, Pedro Passos Coelho.
 Pois, sublinhou, tal como em qualquer empresa, as rescisões amigáveis na administração pública “não são despedimentos, são rescisões amigáveis, que podem ocorrer ou não ocorrer”.

 Passos Coelho, que respondia à primeira intervenção da deputada do partido ecologista Os Verdes Heloísa Apolónia no debate do programa do Governo, tentou ainda afastar a ideia de que pretende fazer “maldades” ao impor mais medidas de austeridade,
sublinhando que apenas o faz agora para evitar “andar a cada trimestre a apresentar” um novo pacote de sacrifícios.
 Recusando igualmente a falta de justiça na repartição dos sacrifícios, o primeiro-ministro notou que “todos os rendimentos englobados IRS serão atingidos”, entre os quais os de capital também.

 “Não é só os rendimentos do trabalho, é todos os rendimentos das pessoas singulares”, frisou.
 Passos Coelho revelou ainda que outras medidas de austeridade chegaram a ser equacionadas, mas foram “liminarmente afastadas pelo Governo”, nomeadamente a antecipação do corte nas pensões acima dos 1500 euros.
 “Entendemos que por haver uma duplicação sobre os rendimentos que seriam colectados durante o período em que vigorariam as duas medidas, que elas podiam ocasionar um reflexo demasiado negativo”, sustentou.