Passos Coelho pede mais investimento ao Japão nos 40 anos da Toyota de Ovar

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Passos Coelho pede mais investimento ao Japão nos 40 anos da Toyota de Ovar

Passos Coelho pede mais investimento ao Japão nos 40 anos da Toyota de OvarO primeiro-ministro apelou aos responsáveis japoneses da marca para que encarem Portugal como alternativa para novos investimentos no sector automóvel, durante uma visita às instalações da Toyota, em Ovar, no 40.º aniversário daquela unidade.

 Recordando que a fábrica de Ovar foi a primeira criada pela Toyota fora do território nipónico, Passos Coelho declarou: “Se estes 40 anos nos permitiram os resultados que alcançámos e os níveis de exportação que atingimos, vale a pena que, nos planos que a Toyota faça, olhe para Portugal não apenas como um parceiro com raízes antigas, mas também como um parceiro novo”.

 “Estamos interessados em captar ainda mais o vosso investimento, temos boa mão-de-obra para isso e boa capacidade de gestão”, acrescentou o primeiro-ministro, explicando aos responsáveis japoneses da marca que o programa do Governo está também definido de forma a que essas apostas constituam “investimentos seguros para quem quiser crescer” com Portugal.
José Ramos, o actual presidente da Toyota Caetano Portugal, apresentara pouco antes a mesma oferta: “Estando Portugal a enfrentar uma grande crise, a nossa fábrica de Ovar está mais do que disponível para acolher novos projectos Toyota – está preparada para dar continuidade à história da marca na Europa”.

 Realçando que, “na actual conjuntura económica, o sector automóvel está na iminência do colapso”, o sucessor do já falecido Salvador Caetano declarou que “as quebras de vendas devem chegar perto dos 30 por cento até final do ano” e registar “um decréscimo de mais 10 por cento em 2012”.
 “Isto sem prevermos qualquer agravamento fiscal no setor”, observou esse responsável. “Caso contrário, estar-se-á a comprometer irremediavelmente o futuro do setor”.
 Para José Ramos, essa atenção do Estado para com o setor é, aliás, essencial numa empresa que, como a Toyota de Ovar, produz apenas “viaturas de trabalho” para uma carteira de clientes que tem por base “a distribuição de mercadorias, o sector da construção e o transporte de produtos frescos e agrícolas”.

 Recordando que nessa unidade já foram fabricados cer-ca de 300 mil veículos e que da sua linha de produção sai hoje o exemplar número 100.000 da carrinha comercial Toyota Dyna, José Ramos insistia, por isso, que tanto essa unidade como os seus 225 colaboradores têm “elevado interesse em acolher e alavancar novos projectos, mais ambiciosos e com forte vocação exportadora”.

 Pouco antes, Satoshi Ozawa, vice-presidente executivo do conselho de administração da Toyota Motor Corporation e responsável pela marca na Europa, não mencionara se a marca tinha perspectivas nesse sentido, mas reconhecera que “existem várias primeiras vezes na história comum” da fábrica de Ovar e da empresa-mãe japonesa.

Em causa estava o facto de a unidade de produção criada por Salvador Caetano ter sido a primeira da marca a ser instalada fora do Japão e, portanto, também a primeira da Europa, sendo que aí foram concebidos os primeiros modelos Corolla, Corona e Dyna de fabrico europeu.