Passageiros do voo inaugural da Lufthansa Berlim-Funchal recebidos com vinho e flores

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Passageiros do voo inaugural da Lufthansa Berlim-Funchal recebidos com vinho e flores

O voo inaugural da companhia aérea alemã Lufthansa, com origem em Berlim e destino ao aeroporto da Madeira, realizou-se sábado, tendo os 132 passageiros sido brindados à chegada com vinho Madeira e flores.

 Segundo uma nota de imprensa da ANAM – Aeroportos e Navegação Aérea da Madeira, além do Vinho Madeira e flores para os passageiros, houve ainda o tradicional banho à aeronave.
 A ANAM informa que “esta será uma operação semanal, com uma frequência a realizar ao sábado, com uma aeronave A319 com capacidade para 130 passageiros”.
 A empresa adianta que a 3 de novembro a Lufthansa “inicia a segunda operação a partir de Dusseldorf, com uma frequência semanal, igualmente ao sábado”, pelo que, “no conjunto das duas operações, serão disponibilizados cerca de 13.000 lugares” durante o próximo período IATA de inverno, período de tempo decorrido entre o último domingo de outubro e o último sábado de março.
 “Como membro fundador da Star Alliance, a Lufthansa, juntamente com as outras 25 companhias aéreas parceiras, oferece a maior rede mundial de destinos”, refere a ANAM, considerando que esta situação será “vantajosa para o destino Madeira, na medida em que poderá beneficiar do extenso número de ligações que esta companhia detém”, além de que “a notoriedade da companhia será igualmente uma mais-valia para a região”.
 A ANAM acrescenta que “o mercado alemão é o terceiro maior emissor de turistas para a região da Madeira, representando cerca de 12 por cento do tráfego dos Aeroportos da Madeira, com cerca de 181.935 passageiros transportados até agosto de 2012, o que significa um acréscimo de 4,4 por cento face ao período homólogo”.

* Situação da Zona Franca é um “mistério”
          
 O presidente do Governo regional da Madeira afirmou a semana passada que a situação da Zona Franca da região é um “mistério” e questionou a eventual existência de um acordo com “potências estrangeiras” para fechar a praça financeira.
 “A Zona Franca é um mistério. O que se passa, e era bom que Lisboa, de uma vez por todas, dissesse aos portugueses e, principalmente, ao povo madeirense – que tem o direito de saber – o que é que está por detrás de tudo isto”, afirmou Alberto João Jardim.
 Na inauguração de um edifício habitacional e de comércio no concelho do Funchal, o governante perguntou se foi feito “nas costas do povo madeirense algum acordo com potências estrangeiras para em troca se fechar a Zona Franca” e Portugal estar “a receber outras benesses”.
 “Se foi assim, tenham a coragem de dizer ao povo madeirense”, desafiou o chefe do executivo insular, perguntando: “O que é que se passa num Governo que dizem ser do mesmo partido a que pertence o Governo da Madeira e que toma medidas absolutamente inaceitáveis como trancar a Zona Franca?”.
 Para Alberto João Jardim, “não é só Bruxelas que está a demorar”.
 “Foi o Orçamento do Estado em que o senhor secretário de Estado do CDS tomou medidas que agravaram a situação da Zona Franca”, referiu, acusando todo o Governo de ter responsabilidades nesta matéria.
 Em abril, a Assembleia da República chumbou propostas para manter os benefícios fiscais à Zona Franca, conhecida também como Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM).
Os deputados do PSD, CDS-PP e também do PS eleitos pelo círculo da Madeira apresentaram propostas para evitar a revogação de mais benefícios fiscais que estava prevista na primeira alteração ao Orçamento do Estado para 2012.