Partido Socialista rejeita sugestão de Mário Soares

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Partido Socialista rejeita sugestão de Mário Soares

O líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, garantiu na terça-feira que o PS cumprirá as metas do memorando da ‘troika’, recusando o rompimento do acordo sugerido pelo antigo Presidente da República, Mário Soares.

 “O PS cumpre sempre os seus compromissos e, portanto, nós cumpriremos as metas do memorando a que estamos associados”, afirmou Carlos Zorrinho, em declarações aos jornalistas no Parlamento, a propósito da entrevista ao antigo Presidente da República Mário Soares publicada no jornal i.
 Na entrevista, Mário Soares defende que o PS deve romper o acordo da ‘troika’, alegando que a situação evoluiu e que a austeridade não funciona no país.
 “Acho que é esse o caminho. A austeridade, tal como a definem, não tem sentido”, diz Mário Soares, considerando que a obrigação já foi assumida há um ano, mas que “chegou ao fim”.
 O líder parlamentar do PS sublinhou, contudo, que é possível ter políticas diferentes com o acordo subscrito com a ‘troika’.
 “É possível cumprir o memorando sem deixar de pôr em prática uma estratégia de crescimento e emprego, evitando a espiral recessiva”, disse, notando que nesse ponto o PS acompanha o pensamento de Mário Soares.
 Contudo, insistiu, “o PS cumpre sempre os seus compromissos”.
 “Nós não nos vamos desvincular de nada, nós vamos continuar a afirmar que com este memorando é possível ter políticas diferentes”, reiterou.

Soares defende que o partido deve romper acordo com ‘troika’
          
 O fundador do PS e antigo Presidente da República Mário Soares defende que o Partido Socialista deve romper com o acordo da ‘troika’, alegando que a situação evoluiu e que a austeridade não funciona no país.
 Em entrevista publicada no jornal i, Mário Soares diz que o caminho certo para o PS e para o socialismo europeu é cortar com o programa da ‘troika’ constituída pelo Banco Central Europeu, o FMI e a Comissão Europeia.

 “Acho que é esse o caminho. A austeridade, tal como a definem, não tem sentido”, afirma, considerando que a obrigação já foi assumida há um ano, mas que “chegou ao fim”.
 Para Mário Soares, não há razões para o PS se manter fiel ao acordo assinado em 2011 com aquela entidade, porque “tudo evoluiu: o acordo da ‘troika’, a ‘troika’ e o país”.
 Admitindo que a obrigação de cumprir o acordo que o PS sentiu durante um tempo fez sentido – já que o pedido de ajuda financeira foi feito pelo então primeiro-ministro e líder do PS, José Sócrates -, Mário Soares refere que, hoje, se vive uma situação de pré-ruptura.
 Se a ruptura não acontecer devido ao PS, “poderá ser a própria ‘troika’ que vai ao ar”, afirmou o ex-Presidente da República.
 “A ‘troika’ está dividida. O Fundo Monetário Internacional tem uma posição, o banco Central Europeu tem outra, a Comissão Europeia tem outra”, afirmou, considerando que esse desacerto de posições e a situação que a Europa atravessa podem levar à implosão da ‘troika’.
 “Os dirigentes europeus, quase todos já perceberam que reduzir a União Europeia à austeridade e aos equilíbrios financeiros para favorecer os mercados usurários e sem ter em conta a recessão económica e o desemprego avassalador que está a crescer implica que a Europa vai de mal a pior”, considerou