Participação portuguesa no Dia Internacional de Gastronomia na cidade de Pretória

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Participação portuguesa no Dia Internacional de Gastronomia na cidade de Pretória

Tal como já anteriormente o fizémos noutros idênticos convívios realizados na capital sul-africana com participação da nossa comunidade, antes mais concentrada em Pretória West, e hoje espalhada pelos diversos bairros suburbanos, nomeadamente entre outros, o arraial à portuguesa na igreja católica de Montana; participação da igreja reformada portuguesa no festival “Jacarandá”,  festa portuguesa na igreja de Hartbeesportdam; ajuda portuguesa à igreja católica de Soshanguve; e como mais recente o Montana Summer Festival, e o arraial à portuguesa na igreja católica de Queenswood, isto além da nossa participação no dia internacional promovido por escola sul-africana onde estudam luso-descendentes, fazemos hoje referência à participação activa da nossa comunidade, no dia internacional de gastronomia realizado no penúltimo domingo, 17 do corrente, na igreja católica de Waterkloof da cidade de Pretória.

 Embora e quanto a nós a maior participação lusa tenha sido na igreja católica de Queenswood, já que toda a comida, desde a galinha de churrasco, espetada, carne em vinho e alho, prego no pão, bolo do caco, variada doçaria, sa-ladas e outros acompanhamentos, assim como o serviço de bar, incluindo a própria música de Danie Rodrigues, ser na sua totalidade de organização exclusiva portuguesa, é também digno de registo esta participação agora da nossa comunidade, no dia internacional de gastronomia em Waterkloof, já que como importante marca acima de tudo, a nossa presença no festival, e respectiva colaboração com essa igreja, frequentada por portugueses residentes nessa área.

 Além das nossas especialidades, era vendida ali também comida de outras nacionalidades, tais como de Angola, Congo, Nigéria, Espanha, Itália, Bolívia, Perú, Guatemala, México, Brasil, Estados Unidos da América, e como é óbvio, da África do Sul, de maneira a proporcionar escolha à preferência de cada um, dos muitos que ali se deslocaram, e pelo que presenciamos traduzida numa avalanche que terá ultrapassado as previsões mais optimistas, e com isso a deixar radiante toda a organização, havendo países que em escassa meia hora esgotaram todos os artigos que para ali levaram.

 No pequeno diálogo que ali travamos com Eduardo Pereira, o compatriota que faz parte do comité organizador do evento, ficamos a saber que este arraial é feito todos os anos no mês de Outubro, e com o lucro que deixar reverter a favor desta igreja católica de Waterkloof, em especialidades cada nacionalidade confeccionar e vender as da sua preferência, no nosso caso o caldo verde, o prego no pão, e em doçaria os pasteis de nata e os rissóis, com o pão oferecido pelo Spar de Groenkloof, a carne do Meat World, e as couves para o caldo verde do Wiff’s Market de Manny Gouveia.

 Além de as confeccionarem, deram ali ajuda nesse dia, na venda das nossas especialidades, no local que nos foi destinado, assinalado pelas bandeiras portuguesa e ango-lana, com quem trabalhamos em conjunto, além de Eduardo Pereira e Augusto Rosa, Leilani Pereira, Cristina Rosa, Helena Rodrigues, Teresa de Sousa, Derick e a dona Ivete, onde por vezes e devido à procura, não havia mãos a medir para a todos atender, não só da nossa, como de outras nacionalidades, porque verdade seja dita, e aqui não foi excepção, o sabor da nos-sa comida ganha cada vez mais preferência em qualquer tipo de arraial, levando por ve-zes quem a procura, a seguir a direcção do cheiro provocado pela sua confecção.

 Curioso também, foi o prémio da rifa ali sorteada nessa tar-de, constituído por carro-de-mão, (wheel-barrow), cheio de diversa bebida, com as rifas todas vendidas, assim como os bilhetes de entrada, que davam direito ao fornecimento de certas porções de comida no almoço desse arraial, com a música a cargo da “Grag Brown”, constituído pelos componentes dos grupos que tocam nas missas dominicais desta mesma igreja, celebradas pelo Frei Tony Thouard, excepto a da 11h00, em espanhol, pelo padre Manuel Graça.

 Pelo que ali presenciámos, com o arraial a conhecer o seu sucesso em todas as frentes, o numeroso público que a ele se associou, onde se contavam variadas famílias portuguesas, terá deixado receita superior ao previsto pelo comité organizador, toda ela revertendo a favor desta mesma igreja, frequentada em actos religiosos por portugueses dessa área residencial, e a iniciativas desta e outra natureza, que em organização envolva membros da nossa comunidade, o sucesso tem sido garantido, aqui ficando provado, mais uma vez, esta nossa afirmação.