Participação portuguesa em dia internacional promovido por escola sul-africana

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escola sul-africanaA St. Mary’s Diocesan School for Girls, em Hatfield, da cidade de Pretória, promoveu nas suas amplas instalações, um arraial intitulado de Dia Internacional, diga-se de grande envergadura, já que além da “barraca”portuguesa ali montada – onde trabalharam as famílias Afonso, Dias, Serradinho e Basílio.

E eram vendidas a bifana e a galinha assada, acompanhada de saladas, tudo confeccionado na ocasião, e pelo cheiro que estendia a todo o vasto recinto, a abrir o apetite e fazer atrair a este local as pessoas, daí não haver em certas alturas mãos a medir dos que nela trabalhavam para a todos atender -, funcionaram pela vasta área outros países que como o nosso, ali trazem a estudar filhos de seus emigrantes, casos da América, Alemanha, Inglaterra, Canadá e Suíça, assinalados com visíveis bandeiras e dísticos, desses e outros países asiáticos e africanos.

  Como significativo também, a conviver junto à nossa “barraca”, onde constantemente se ia abastecer da nossa comida, de que se diz apreciador, e a conversar com quem a confeccionava e vendia, o embaixador do Peru, Daúl Matute Mejla, que diga-se temos visto ultimamente com alguma frequência a conviver em eventos promovidos pela nossa comunidade, especialmente nos que envolva a família Serradinho.
  É sempre bom ver a nossa comunidade marcar presença e envolvida neste tipo de eventos, e participar activamente em todas estas actividades, como ali aconteceu nos variados jogos e competições divulgadas por altifalantes, incentivados com a atribuição de prémios aos respectivos vencedores, além da ornamentação da tenda e o próprio traje de quem nela trabalhava, obedecer rigorosamente às cores nacionais, onde desde destacadas bandeiras, bonés, camisolas e aventais, tudo nos falava de Portugal.

  O que ali presenciámos, leva-nos a recordar a presença que no passado a nossa comunidade marcava nos festivais “jacaranda”, de tradição universitária, realizada no bairro de Sunnyside, em princípios de Outubro de cada ano, para não falar de outros, e com o andar dos tempos esse e muitos outros eventos a ficarem pelo caminho, o que não se deixa de lamentar, tal como acontece nas nossas próprias colectividades, onde certas tradições que pelo seu significado e importância deviam ser preservadas e transmitidas de geração em geração, a perderem-se no tempo, nisso todos nós sendo culpados, daí a que o arraial a que fazemos referência, nos levar a recordar, com alguma saudade, esses bons velhos tempos.