Paróquia de Santa Maria pretende alargar o seu lar de idosos a mais utentes

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Paróquia de Santa Maria pretende alargar o seu lar de idosos a mais utentes

Pelo que assistimos nas reu-niões efectuadas na paróquia de Santa Maria dos Portugueses, em Pretória West, a 28 de Abril, feriado na África do Sul, e na tarde da penúltima quarta-feira, 7 de Maio, dia de eleições, na África do Sul, tudo se conjuga para que o Centro-Dia S. Francisco de Assis possa no futuro receber mais idosos, que devido à sua limitada capacidade nem todos os que o procuram podem ser recebidos, ficando como se depreende em lista de espera, certamente alguns devido à sua avançada idade dificilmente o poderão utilizar, a não ser, como se pretende, seja aumentada a sua lotação.

 Com esse objectivo, o pároco Frei Gilberto Teixeira está a ouvir o parecer da comunidade, sendo nesta primeira reunião dado o primeiro passo para que tal se venha a concretizar, com a aquisição de duas vivendas ao lado do actual centro-dia, só separadas pelo muro que as divide, e os seus proprietários, ambos portugueses, ao que parece interessados na venda dessas propriedades, serão em breve contactados para acerto de condições, sendo até no decorrer desta reunião envidados esforços para tal, só que pelo facto de um deles viver em Portugal, se tornar na ocasião difícil ouvir ambas as partes.

 Com os trabalhos nestas reuniões dirigidos por Frei Gilberto Teixeira e o presidente do Conselho Paroquial desta igreja de Santa Maria, Virgílio da Silva, marcaram ali presença em ambas, uns na primeira outros na segunda, mas no seu conjunto, os Freis Ma-nuel Nhaquila e Lameque André Michangula, o arquitecto Noél Dias, os comendadores Mário Ferreira e Ivo de Sousa, os presidentes, da ACPP, Américo Pimentel, a de “Os Lusíadas”, Paula de Castro, o da Confraria do Santíssimo Sacramento, António Correia de Freitas, a da Liga da Mulher Católica, desta mesma igreja Católica portuguesa, Li-na Pereira, a coordenadora da catequese, Carla Rodri-gues, e outros membros da comunidade, como Manuel de Castro, Tony Oliveira, João da Cruz de Jesus, Carlos Dias, José Dias Roda, Mário Pereira, Agostinho Moreira da Silva, Eduardo Reis, Júlio Laranjeiro, Carlos Ribeiro, Luís Marques, Vicente Ferreira, Emanuel Correia, Albertino Fernandes, Paula Oliveira, Manuel Rodrigues, Olga Viei-ra, Orante Santos, Miquelina Passos e o representante do nosso jornal, em Pretória, Joaquim Vicente Dias.

 Conforme Virgílio da Silva referiu na apresentação dos trabalhos para estas reuniões, já passaram por este Centro-Dia S. Francisco de Assis – para cuja construção foi lançada a primeira pedra em 5 de Dezembro de 1999, e oficialmen-te inaugurado a 2 de Dezembro de 2001-, mais de cem idosos, acentuando ser um lar que a comunidade muito necessita, a começar pela ma-neira como os idosos ali são tratados e acarinhados, como classificou de cinco estrelas, para uma módica mensalidade que pelos vistos não vai em média além dos quatro mil randes, preços estes que com o gradual aumento da carestia de vida, terão forçosamente de ser revistos.

 Adiantando quanto a encargos para aquisição dessas ditas moradias que se pretendem, ultrapassarem qualquer hipótese da paróquia lhe po-der fazer face, já que pelo seu grande património se ver em dificuldades para ir suportando as habituais despesas mensais, pelo que só com a ajuda da comunidade isso será possível, o que em princípio se veio a verificar com os donativos conseguidos entre os presentes nestas reuniões, segundo o comendador Mário Ferreira, que os apontou e procurou estabelecer, a rondar em estimativa o valor em que certamente importarão essas duas propriedades, referindo a propósito que o que for além da quantia que enumerou, será consigo, ou seja da sua inteira responsabilidade.

Certamente nem todos estando de pleno acordo investir-se nessa zona, “cada cabeça sua sentença como se costuma dizer”, muito embora em declarada oposição à aquisição dessas propriedades ninguém o assumisse abertamente, apenas se referindo ao degradar da área circundante à igreja e respectivo lar de idosos, a certeza porém é que a maioria é pela compra dessas vivendas, primeiro pela necessidade urgente de se alargar quanto antes, o número de idosos a albergar pelo Centro-Dia, e segundo ficar a paróquia mais valorizada com a subida de cotação, um dia que venha a ser confrontada com outras opções, o que à primeira vista e quanto a possível mudança para outro local, essa ideia pareça muito remota.

 Em princípio e caso essas vivendas venham a ser adquiridas, como em opinião generalizada e contribuição monetária ali prometida tudo parece ter ficado assente, é por enquanto para serem transformados em quartos, com passagem de ligação ao Centro-Dia, e desta forma poderem no seu conjunto albergar mais idosos, vozes se levantando ser chamada a hora de se pensar a sério no futuro dos nossos velhinhos, sob pena de alguns virem a enfrentar sérias dificuldades, e que bem vistas as coisas ser de elogiar a igreja pela posição assumida e favor que nos está a fazer, uma vez que o problema não é propriamente dela, mas sim da nossa comunidade. 

 Ao serem encerradas as reuniões, o Frei Gilberto Teixeira e Virgílio da Silva agradeceram a presença de todos os que nesses dois dias ali compareceram, e com o seu parecer e contributo foi possível chegar-se a bom entendimento, tendo o pároco desta igreja de Santa Maria referido com satisfação mediante o que fora conseguido, “ter-se dado um passo em frente para bem da comunidade”.