Paraguai defende bem e empata com a Itália vencedora do Mundial de 2006 na Alemanha

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Paraguai

ParaguaiDeu empate a uma bola a partida inaugural do Grupo F, entre Itália e Paraguai. Os italianos entraram melhor, estiveram a perder, mas acabaram por conseguir empatar e terminaram mesmo a partida a ameaçar o segundo golo.

 Esta é quarta vez que a Itália empata o primeiro jogo num Mundial e só numa dessas vezes é que ficou pelo caminho na fase de grupos.
 Numa delas, em 1982, chegou e ganhou a final.
 A Itália entrou melhor na partida, mais ofensiva, melhor no meio-campo, chegando mais vezes à baliza paraguaia, apesar de ser sempre sem grande perigo. Por outro lado, o Paraguai esteve sempre bem defensivamente e com mais coesão.
 Ao fim de quinze minutos de jogo o Paraguai equilibrou e foi ficando mais atrevido, criando algum perigo. Buffon, que até aos 15 minutos era um mero espectador da partida, começou a ser chamado a intervir, apesar de serem lances relativamente fáceis e nunca de real perigo para a baliza italiana.

 Os dois lances de maior perigo do primeiro tempo decorreram quase em simultâneo: aos 22 minutos Aureliano Torres remata forte mas ao lado depois de um contra-ataque rápido na direita e, na resposta, Montolivo ganha no um para um no meio-campo e protagoniza um contra-ataque rápido e isolado, acabando por desperdiçar, ao rematar fraco e à figura do guarda-redes paraguaio.
 A Itália foi ligeiramente superior, criou mais perigo, trocou melhor a bola, havendo a destacar a coesão defensiva do Paraguai, muito forte na área e no jogo aéreo.
 Contrariando o ligeiro ascendente italiano, o Paraguai chega ao golo a seis minutos do intervalo: Antolín Alcaraz, central que já passou pelo Beira-Mar, saltou mais alto que todos os jogadores presentes na área italiana e cabeceou para o fundo da baliza da Itália, batendo Buffon que até esse momento não tinha protagonizado qualquer defesa de realce.

 No reinício da partida destaque para a substituição de Gianluigi Buffon por Federico Marchetti, indiciando que algo se terá passado com o guarda-redes italiano.
 No segundo tempo a Itália mostrou novamente bastantes dificuldades para penetrar na defensiva paraguaia, protagonizando o seu primeiro remate ao fim de dez minutos do segundo tempo: Montolivo chutou de longe mas a defesa foi fácil para Justo Villar, guardião do Paraguai. Antes, Vera já tinha assustado, rematando forte e a rasar o pos-te da baliza italiana.
 Aos poucos a Itália foi criando mais perigo, ganhou mais velocidade com a entrada em campo de Camoranesi e acabou por chegar ao empate graças ao golo de De Rossi, na sequência de um pontapé de canto batido por Pepe. O guarda-redes paraguaio faz-se mal ao lance, falha a intersecção e, nas costas, De Rossi encosta para golo, à passagem do minuto 63.

 A partida manteve-se muito disputada, com bons pormenores de ambos os lados, apesar de ter terminado com os italianos a «apertar» tentando chegar ao golo da vantagem. A Itália acabou por beneficiar da lesão de Santana, que permaneceu em campo por não haver direito a mais substituições, mas o atleta estava muito debilitado, ficando, assim, a formação paraguaia, praticamente reduzida a dez elementos.
 Mediante a prestação das duas equipas o empate acaba por se ajustar, apesar de a Itália ter sido mais ofensiva, mas menos criativa. O Paraguai mostrou-se uma equipa menos dotada mas mais equilibrada enquanto conjunto, sobretudo no aspecto defensivo.
 Na selecção da Itália destaca-se a exibição de Pepe mas o homem do jogo é o para-guaio Antolín Alcaraz, que marcou o golo do Paraguai.
 
REACÇÕES DEPOIS DO ENCONTRO

Marcelo Lippi seleccionador da Itália:
 “A única insatisfação é o resultado. Merecíamos os três pontos. Sofremos o golo no primeiro remate deles. Pode acontecer. Depois reagimos como uma grande equipa, mas precisamos de fazer mais, porque os jogos são para vencer. A equipa respondeu bem quer no plano de jogo, quer no plano físico. O Paraguai não criou nada para além do golo.”
Gerardo Martino treinador do Paraguai:

 “Fizémos um grande esforço, estivémos muito organizados. Vale o esforço e o resultado, não o desempenho futebolístico. Tem de se ter em conta a envergadura do adversário
 Temos de pensar que cada um é como cada qual. Tínhamos grande expectativa e muito nervosismo. Estamos confiantes que vamos marcar uma boa presença.”