PALCUS apela a diálogo entre luso-americanos e políticos para defesa da democracia nos EUA

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  O Conselho de Liderança Luso-Americano condenou os actos de violência em Washington e incentivou a comunidade portuguesa dos Estados Unidos a exercer direitos cívicos e políticos em contacto directo com senadores e representantes do Congresso federal.

  Num comunicado divulgado, o Conselho de Liderança Luso-Americano (PALCUS, na sigla em inglês) classificou os protestos violentos em 06 de janeiro por apoiantes de Donald Trump como “terrorismo doméstico” e “uma tentativa vergonhosa de interromper o processo democrático previsto na Constituição dos Estados Unidos”.

  O conselho sublinha a importância da participação cívica e política da comunidade portuguesa nos Estados Unidos e incentiva os luso-americanos a “expressar necessidades e opiniões directamente” aos senadores e representantes dos respectivos locais no Congresso nacional.

  “Como uma voz da comunidade luso-americana em todo o país, a PALCUS trabalhará em prol dos objetivos de defender a democracia e igualdade, para que todos os luso-americanos se possam orgulhar da nação que os acolheu a eles e seus antepassados de braços abertos”, lê-se no comunicado.

  “Cabe agora a nós, como nação, trabalhar para restaurar a democracia e os princípios americanos ao unirmo-nos contra o extremismo”, escreve a organização, acrescentando que o “processo de cura” deve começar pela responsabilização dos perpetradores na Justiça.

  A PALCUS destaca que “a liberdade de expressão e o direito de reunião como direitos protegidos na Primeira Emenda não incluem e nunca podem incluir insurreições e atos violentos que ameacem a integridade da democracia ou a segurança física daqueles eleitos para representar” o povo.

  Lamentando as cinco mortes devido aos protestos violentos e actos de insurreição, a PALCUS sublinhou especialmente a morte “trágica” do chefe da polícia do Capitólio, Brian Sicknick, ao tentar “defender a sede do Governo de desordeiros e manifestantes violentos”.

  Para o Conselho de Liderança Luso-Americano, “aqueles que incitaram esses atos têm a mesma responsabilidade quanto aqueles que quebraram janelas – agrediram polícias, escalaram paredes, entraram em escritórios protegidos e derrubaram barreiras de proteção”.

  O Presidente cessante dos EUA, Donald Trump, tinha publicado várias mensagens em redes sociais a pedir aos seus apoiantes que se juntassem em Washington a 6 de Janeiro, dia em que o Congresso dos Estados Unidos deveria validar e ratificar os votos de cada Estado da eleição presidencial de 3 de Novembro.

  Apoiantes de Trump entraram em confronto com as autoridades e invadiram o Capitólio, re-sultando em cinco mortes e mais de 50 feridos.