Paços de Ferreira vence em Guimarães e deixa último lugar

0
30
Paços de Ferreira vence em Guimarães e deixa último lugar

Um enredo digno de um romance policial. Um crime, uma história com muita Paixão, um Bebé a sentir-se emocionado no regresso a uma casa que já foi sua. No final, um golpe de teatro, 1-2, reviravolta na Cidade Berço.

 Antes de mais, a tese de crime. “Seria um crime este clube não ficar na Liga”, disse Jorge Costa no lançamento do encontro. O Paços de Ferreira regressou a Guimarães com o terceiro treinador da época.

  O Paços de Ferreira vinha de uma derrota caseira frente ao Gil Vicente e o Vitória apresentava um registo de três jogos sem o sabor de um triunfo. Na última jornada, desaire na visita ao Marítimo.

 As duas equipas apresentaram várias mudanças, sobretudo no lado visitante.

Jorge Costa apostou em cinco trocas e uma estratégia assente num meio-campo reforçado, com Sérgio Oliveira no apoio aos velozes Bebé e Del Valle.

 Seria a formação vitoriana, de qualquer forma, a chegar à vantagem. Com doze minutos de jogo, o enredo recebeu a primeira dose de Paixão.

 Bruno Paixão considerou que Romeu, após remate violento de André Santos, desviou na área com o braço. O médio parece ter a mão à frente do peito. Penalti duvidoso.

 André André aproveitou o momento para inaugurar a contagem. O Vitória cresceu após o 1-0 e parecia comandar o jogo. Porém, o Paços criava a sensação de perigo a cada investida, tendo Sérgio Oliveira e Del Valle nos papéis principais.

 Mais alguns minutos e um golo anulado aos castores.

Uma vez mais, sérias dúvidas. Cruzamento na esquerda, Bebé está em posição irregular e mexe-se mas é Filipe Anunciação – que parece estar em jogo – quem desvia de cabeça para o fundo da baliza.

 O empate chegaria com a assinatura de Bebé.

Passe soberbo de Seri, Bebé a ganhar espaço sobre a direita e a rematar cruzado, sem hipóteses para Douglas. Era o condimento que faltava para uma boa história.

 O jogo teve mais emoção que razão. Vários passes falhados e crescente número de faltas.

 Seria o Paços, na recta final do encontro, a completar a reviravolta. Uma bomba de Sérgio Oliveira, a melhor unidade em campo, premiando a exibição personalizada do Paços de Ferreira. Pelo que fez, em condições adversas, a equipa de Jorge Costa mereceu o triunfo.