Os Cipriotas do APOEL empatam no Dragão e expõem debilidades de um FC Porto nervoso e sem soluções

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Os Cipriotas do APOEL empatam no Dragão e expõem debilidades de um FC Porto nervoso e sem soluções

Os Cipriotas do APOEL empatam no Dragão e expõem debilidades de um FC Porto nervoso e sem soluçõesO FC Porto cedeu um empate (1-1), frente ao APOEL, em jogo da terceira jornada do Grupo G da Liga dos Campeões de futebol, numa partida em que voltou a mostrar grandes dificuldades em criar soluções ofensivas.

 Os brasileiros Hulk (13 minutos) e Aílton (19) marcaram os golos de ambas as equipas, com os “dragões” a mostrarem nervos a mais e confiança a menos.

 Com este desfecho, o FC Porto vê-se praticamente obrigado a vencer os próximos três jogos do agrupamento para garantir a presença nos oitavos de final da prova, em-bora o empate entre o Shakhtar e o Zenit (2-2), também  tenha atenuado a perda destes dois pontos.
 Vítor Pereira “estreou” Guarín e Sapunaru na competição esta temporada, fazendo-os entrar para os postos de Fucile (suspenso um jogo) e Belluschi (suplente), respectivamente.

 O APOEL, por sua vez, en-trou com tantos portugueses quantos os que integraram o “onze” titular portista, ou seja, apenas dois: Hélio Pinto e Nuno Morais.
 O ponta de lança brasileiro Kléber, regressado de uma lesão contraída no jogo em São Petersburgo, há cerca de três semanas, foi o primeiro a criar perigo, aos 11 minutos, com um remate de pronto, da zona da grande penalidade.

 Mas seria Hulk a inaugurar o marcador, dois minutos depois, na sequência de um livre directo, sobre a direita, contando com alguma displicência do guardião Chiotis, que deixou a bola passar entre os braços e o poste.
 A vantagem, porém, funcionou como relaxante para a equipa portista, que os cipriotas aproveitaram da melhor forma, empatando o jogo atra-vés do brasileiro Aílton, que “disparou” de fora da área, aos 19 minutos.

 Ao contrário do que seria de esperar, a equipa de Vítor Pereira não conseguiu reagir e fez desfilar, até ao intervalo, um futebol sem grandes soluções ofensivas, com muitos passes errados e com os jogadores mais preocupados em procurar faltas e simulações do que espaços para criar oportunidades de golo.

 A ausência de velocidade dos “dragões” teve direito a assobios desde as bancadas e a equipa foi sendo manietada pelo escalonamento férreo que o APOEL manteve quando não tinha a posse da bola.
 Aos 30 minutos, o brasileiro Aílton voltou a provocar calafrios junto das redes à guarda de Helton cabeceando à entrada da pequena área, mas para fora.

 Os “dragões” revelaram até ao intervalo uma enorme desorientação na construção do jogo ofensivo e muito nervos diante dos contra-ataques adversários.
 No segundo tempo, o campeão português acelerou, mas sempre sem confiança e de forma atabalhoada, insistindo em tentar ludibriar o árbitro, que admoestou, por essa razão, Kléber (ainda no primeiro tempo) e James Rodriguez.

 A tal paciência que Vítor Pereira quis incutir na sua equipa “vestia” de laranja e os jogadores do APOEL iam aproveitando-se das falhas portistas para criar perigo, o que aconteceu por duas vezes, mercê de falhas de Rolando e Otamendi.
 Aos 65 minutos, Hulk conseguiu ganhar espaço na zona frontal e quase fez golo, fazendo a bola passar a centímetros do poste do adversário.
 Com os cipriotas a apostar bastante no antijogo, Vítor Pereira trocou Fernando por Belluschi e James Rodriguez por Varela, substituição mal acolhida pelos adeptos.

 Com uma exibição muito abaixo do normal, Hulk ainda foi o jogador que mais perigo levou à área contrária, nomeadamente aos 75 minutos, quando ganhou espaço na zona frontal e fez a bola passar a centímetros da baliza.
 Aos 78 minutos, Defour rendeu Moutinho e, no minuto seguinte, o mesmo Hulk cabeceou com perigo à entrada da área, mas a bola saiu a rasar a barra.

 Até final, apenas o árbitro conseguiu ser protagonista, com uma série de decisões erradas, uma das quais resultou num livre que podia ter dado o segundo golo ao APOEL, não tivesse Aílton cabeceado de forma fraca, para as mãos de Helton.

 O guardião portista ainda salvou o FC Porto da derrota quando, ao segundo minuto dos descontos, se opôs a um remate perigoso de um cipriota, que surgiu isolado frente às suas redes.