Onda de incêndios em Portugal Bispo de Leiria-Fátima apela a maior cuidado na protecção da natureza

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Onda de incêndios em Portugal Bispo de Leiria-Fátima apela a maior cuidado na protecção da natureza

O bispo da Diocese de Leiria-Fátima expressou na quarta-feira solidariedade a todos os que estão envolvidos no combate aos incêndios e pediu à população um “cuidado maior” na protecção da natureza.

 “Gostaria de deixar uma palavra de solidariedade aos bombeiros e a todas as outras pessoas empenhadas no combate ao flagelo dos incêndios que se tem propagado no país”, afirmou António Marto, na conferência de imprensa que antecedeu a peregrinação dos migrantes ao Santuário de Fátima.

 D. António Marto, também vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, manifestou ainda o “apoio afectivo” e o “apoio na oração”, apontando a necessidade despertar igualmente a população “para um cuidado maior pela protecção também da natureza e do ambiente”.

 Só na terça-feira, a Autoridade Nacional de Protecção Civil registou 209 incêndios que foram combatidos por 4.602 operacionais, com o apoio de 1.182 meios terrestres e 71 aéreos.

 A peregrinação dos migrantes, coincidente com a peregrinação internacional de 12 e 13 de Agosto, foi presidida pelo Bispo das Forças Armadas e de Segurança, D. Manuel Linda.

 

* Presos por crime de incêndio

 

 As autoridades policiais constituíram desde o início do ano 65 arguidos por suspeitas do crime de incêndio, dos quais 34 ficaram em prisão preventiva, segundo dados da PJ.

 De acordo com a Polícia Judiciária, 60 homens e cinco mulheres foram constituídos arguidos por suspeitas do crime de incêndio entre 1 de Janeiro e terça-feira da semana passada.

 Os dados do Gabinete Permanente de Acompanhamento e Apoio (GPAA), que funciona na PJ de Coimbra, indicam que ficaram em prisão preventiva 32 homens e duas mulheres.

 Além dos 65, já foram constituídos mais dois arguidos, suspeitos de terem ateado fo-gos em Penacova e Tábua, distrito de Coimbra.

 O último relatório provisório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) indica que, entre 1 de Janeiro e 31 de Julho, registaram-se 10.340 ocorrências de fogo, que resultaram em 28.781 hectares de área ardida.

 O número de incêndios florestais mais do que duplicou este ano e a área ardida mais do que triplicou em relação ao mesmo período de 2014, segundo o documento, que ainda não contempla os dados dos incêndios de agosto.

 O ICNF adianta que 2005 e 2012 são os dois anos, da última década, que registaram valores de área ardida supe-riores aos registados em 2015, nos períodos homólogos.

 Em Agosto registaram-se 2.281 ocorrências, segundo as estatísticas da Autoridade Nacional de Protecção Civil.