OCPLP projecta construção de escola de cooperativismo com sede em Angola

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OCPLP projecta construção de escola de cooperativismo com sede em Angola

OCPLP projecta construção de escola de cooperativismo com sede em AngolaA Organização Cooperativista dos Povos de Língua Portuguesa (OCPLP) tenciona construir, em breve, em Angola, uma escola específica para a formação sobre cooperativismo, com vista a potenciar o organismo e contribuir no aumento de especialistas nos sectores produtivos.

 O anúncio foi feito, em Luanda, pelo presidente da referida organização, Márcio Freitas, que justificou a escolha de Angola para a implementação do projecto pelo facto do país centralizar geograficamente a maioria dos estados membros, os quais têm dificuldade no desenvolvimento do conceito de cooperativismo.

 “A nossa primeira proposta prática é desenvolver uma escola de cooperativismo com sede em Angola porque esse país centraliza geograficamente sete países de língua portuguesa, que por sinal têm maior necessidade de desenvolvimento do conceito de cooperativismo” – informou, à margem da Assembleia-Geral da organização.
Segundo o responsável, a intenção é, com a ajuda do Go-verno angolano, edificar em Angola um centro de formação de cooperativistas, assim como levar às escolas de agronomia, tecnico-agricolas e outras do ensino superior, matérias sobre cooperativismo para que as pessoas possam conhecer um pouco mais desse assunto.

 Na opinião do interlocutor brasileiro, as cooperativas ajudam a desenvolver o mun-do e podem ser desenvolvidas em todas as áreas da economia, apesar de serem mais frequentes em sectores como agricultura, pescas, co-mércio rural, transporte, educação e infra-estruturas.
 “A cooperativa não é acção entre amigos, nem casa de benevolência. Cooperativismo é uma forma societária para se desenvolver uma actividade económica, feita de uma maneira socialmente justa. E nós OCPLP temos objectivos comerciais, de intercâmbio em áreas chaves, mas acima de tudo fazer negócio” – explicou.

 Márcio Freitas referiu ser Angola, no quadro desse cooperativismo, uma potência por possuir produtos valiosos que os demais países membros não têm, tais como os minerais, com realce para o petróleo, mas que, de tal forma, também carece de produtos que os outros têm, daí a importância do cooperativismo e da OCPLP.

 “A África de uma forma geral, e Angola em especial, tem fertilizantes que nos interessam, podendo por isso ser o maior fornecedor do Brasil. Angola tem matérias-primas oriundas do petróleo, da agricultura, como por exemplo a ureia, que deriva do gás (do petróleo propriamente dito), e que no Brasil ainda não é auto-suficiente” -disse.

 De acordo com o presidente da OCPLP, o Brasil é o segundo país agrícola do Mundo, mas é o maior importador de fertilizantes do mundo.
  A Organização Cooperativista dos Povos de Língua Portuguesa (OCPLP) foi criada em 2000 com o objectivo de promover o cooperativismo nos estados membros, em particular, e no mundo em geral. É formada por oito países lusófonos, nomeadamente Angola, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Brasil, Guiné Bissau, Timor-Leste e Portugal.