OCDE e África do Sul criam primeiro centro de gestão da dívida soberana de países africanos

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OCDEA Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e a África do Sul vão abrir um centro para ajudar os governos africanos a gerir as suas dívidas soberanas e mercados de títulos, anunciou aquela instituição internacional.

 O centro, com sede em Midrand, arredores de Joanesburgo, vai começar a operar no próximo dia 30 de junho.
 A sua função será "incentivar a cooperação entre os gestores de dívida africanos e apoiar o desenvolvimento de boas práticas da dívida pública e gestão de tesouraria", in-formou a OCDE em comunicado.

 O memorando que cria o novo centro foi assinado a semana passada pelo secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, e o ministro das Finanças da África do Sul, Pravin Gordhan, numa cerimónia durante a reunião ministerial do Conselho da OCDE.
"Como a OCDE comemora o seu 50.º aniversário, este novo centro simboliza a crescente cooperação da organização com as economias emergentes e em desenvolvimento", disse o secretário-geral da OCDE.

Angel Gurría sustentou que "o centro vai ajudar a reduzir o custo do gestão da dívida pública e incentivar o desenvolvimento de produtos do setor financeiro, incluindo empréstimos hipotecários, micro crédito e de financiamento às pequenas e médias empresas, e assim apoiar o desenvolvimento de África".
A OCDE tem trabalhado desde 2006 com os responsáveis governamentais pela gestão das dividas soberanas de Angola, Camarões, Gabão, Quénia, Madagáscar, Maurícias, Malawi, Marrocos, Moçambique, Namíbia, Nigéria, Serra Leoa, África do Sul, Tanzânia, Tunísia, Uganda e Zâmbia.
"Com o mercado financeiro mais avançado do continente Africano, contamos com esta parceria com a OCDE para facilitar e capacitar os nossos vizinhos na região", disse o ministro das Finanças do Sul-Africano Pravin Gordhan.

Especialistas a operar a partir do novo centro vão formar funcionários dos governos africanos e trabalhar com eles para desenvolver melhores mercados e práticas em todo o continente.
O centro também vai criar um banco de dados da dívida pública para monitorizar e analisar o risco soberano da dívida em África, bem como realizar pesquisas regulares e acompanhar a evolução do mercado obrigacionista.