Obras para o Mundial de Futebol no Brasil valem 11 biliões de euros

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Obras para o Mundial de Futebol no Brasil valem 11 biliões de euros

Obras para o Mundial de Futebol no Brasil valem 11 biliões de eurosEstádios, portos, aeroportos e as obras de mobilidade urbana para o Mundial2014 de futebol, no Brasil, mobilizarão investimentos de 26,1 biliões de reais (11,1 biliões de euros) nos próximos anos.

 Só estádios são 12, com um investimento total de 6,6 mil milhões de reais (2,82 mil milhões de euros), sendo que alguns serão apenas reestruturados para responder às exigências da FIFA, mas outros, como a Arena Corinthians, em São Paulo, que vai receber o jogo de abertura do Mundial, estão a ser erguidos do zero.

 O menor valor previsto de investimento é de 220 milhões de reais (94 milhões de euros), referente à reforma do estádio Arena da Baixada, em Curitiba. Já a despesa mais elevada deverá ir para a re-qualificação do estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro: 859,9 milhões de reais (410 milhões de euros).
 Consórcios liderados por gigantes brasileiras deverão ser os ‘donos de obra’ em quase todos os estádios, mas isso não afasta as oportunidades para as empresas estrangeiras, já que as várias etapas das construções são concessionadas.

 Esse foi o caso, por exemplo, do contrato firmado entre a Martifer e o consórcio formado por Odebrecht e OAS para a construção das infra-estruturas metálicas do estádio Fonte Nova, em Salvador, que ficará a cargo da empresa portuguesa.
 Durante os próximos meses, as notícias sobre os concursos ganhos pelas construtoras fora do Brasil deverão ser frequentes, já que a contratação ainda nem sequer come-çou, de acordo com as informações recolhidas junto das 12 cidades-sede do Mundial.
 É o caso, por exemplo, da Arena das Dunas, na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, onde “possivelmente alguma empresa de Portugal será incluída no processo”, disse o director-presidente da empresa SPE Arena das Dunas Concessão e Eventos S/A, Charles Maia Galvão, responsável pela gestão da obra e administração do estádio.

 Além dos estádios, o Mundial2014 de futebol também prevê obras em 13 aeroportos, num valor global de 6,5 mil milhões de reais (2,77 mil milhões de euros), e em 7 portos marítimos, com previsão de investimento de 898 milhões de reais (383 milhões de euros).
 Há ainda 49 projectos de mobilidade urbana, cujas obras são de responsabilidade de Estados e municípios, que receberão recursos do governo brasileiro por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
 Nessas obras, que têm como objectivo facilitar o fluxo de turistas nas cidades dos jogos, serão investidos mais 12,1 mil milhões de reais (5,2 mil milhões de euros).

* Empresas enfrentarão mercado “muito fechado” na corrida  ao Mundial – AECOPS

 As empresas portuguesas que queiram concorrer às obras para Mundial de futebol no Brasil, em 2014, enfrentarão “grandes” dificuldades, pois o mercado é “muito fechado”, afirmou o presidente da AECOPS.
 “A oportunidade existe, mas as dificuldades de acesso ao mercado são muito grandes”, afirmou o presidente da Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas (AECOPS), enfatizando que o mercado é “muito fechado e proteccionista”.

 No entanto, salientou Ricardo Pedrosa Gomes, “haverá espaço para algumas empresas, em algumas áreas, enquanto subempreiteiros, mas têm de estar instaladas no Brasil”.
 O presidente da associação que agrupa e representa as empresas de construção com sede em Portugal defendeu ainda ser “importante” que o Governo português faça “alguma força” tendo em vista a abertura do mercado brasileiro às empresas portuguesas.
 Estádios, portos, aeroportos e as obras de mobilidade urbana para o Mundial2014 de futebol, no Brasil, mobilizarão investimentos de 26,1 mil milhões de reais (11,1 mil milhões de euros) nos próximos anos.

 Só estádios são 12, com um investimento total de 6,6 mil milhões de reais (2,82 mil milhões de euros), sendo que alguns serão apenas reestruturados para responder às exigências da FIFA, mas outros, como a Arena Corinthians, em São Paulo, que vai receber o jogo de abertura do Mundial, estão a ser erguidos do zero.

 Consórcios liderados por gigantes brasileiras deverão ser os ‘donos de obra’ em quase todos os estádios, mas isso não afasta as oportunidades para as empresas estrangeiras, já que as várias etapas das construções são concessionadas.
 Esse foi o caso, por exemplo, do contrato firmado entre a Martifer e o consórcio formado por Odebrecht e OAS para a construção das infraestruturas metálicas do estádio Fonte Nova, em Salvador, que ficará a cargo da empresa portuguesa.