Obama poderá dar “Óscar” da Educação a luso-americano Alberto Carvalho

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Obama poderá dar Alberto Carvalho, luso-americano que dirige o quarto maior distrito escolar dos Estados Unidos, em Miami, é um dos quatro candidatos a receber em Setembro das mãos do Presidente Barack Obama o “Óscar da Educação” no país.

 Por ter sido escolhido entre 15 mil sistemas escolares para um grupo de 75 e, de-pois, como um dos quatro finalistas do prémio Eli Broad, o condado de Miami-Dade já ganhou 250 mil dólares em bolsas de estudo, mas Carvalho diz que “ainda não está satisfeito”, e que o objectivo é o grande prémio – um milhão de dólares em bolsas.

 “Aguardamos este prémio de uma maneira muito merecida. Em primeiro lugar levamos o `Óscar´, o prémio Broad para a Educação, e o que tem de reconhecimento internacional. Depois temos a parte financeira”, diz.
 Alberto Carvalho convidou o embaixador de Portugal em Washington, Nuno Brito, a acompanhá-lo na cerimónia de entrega do prémio, a 20 de Setembro, na capital norte-americana, em que pontificarão o Presidente Barack Obama e o secretário da Educação, Arne Duncan, além de congressistas e senadores do país.

 “Somos uma das comunida-des mais pobres do país, mas também uma das mais ricas. O que fizémos foi pegar numa população imigrante e pobre e criar o sistema urbano com melhor desempenho no país”, gaba-se Alberto Carvalho, na-tural de Lisboa e residente há mais de duas décadas nos Estados Unidos.
 Ao fim de quase três anos à frente do sistema escolar do condado de Miami-Dade, que engloba 37 cidades, o ex-professor de liceu regozija-se por ter conseguido ultrapassar cidades como Nova Iorque, Filadélfia ou Chicago para chegar à final em Washington.
 “Tenho grandes esperanças. Os nossos dados não são in-feriores aos de ninguém, os nossos miúdos em leitura, es-crita, matemática, ciência são melhores do que os de qualquer outra cidade no país”, afirma.

 Actualmente, o condado de Miami-Dade tem 53 mil funcionários, o que o faz o maior empregador do Estado, e um orçamento de 6 mil milhões de dólares.
 “É uma história de determinação, bom ensino, negociar novos contratos para os professores que permitem que eles façam cem mil dólares por ano – fomos os primeiros no país a fazer isso”, afirma.

 Outra parte do trajeto até esta final, justifica, está no “currículo muito específico, muito baseado no conteúdo digital”.
 Alberto Carvalho começou como professor de liceu na década de 1990, passando mais tarde a administrador escolar e promotor da reforma do sistema de ensino na maior cidade do Estado da Florida.

 Quando foi nomeado para o actual cargo, em Setembro de 2008, era membro do gabinete do ex-superintendente escolar, responsável pelas relações comunitárias, orçamento e assuntos legislativos.
 Mestre em educação e doutorando, este português recebeu o prémio Cervantes para Excelência Educativa e foi distinguido também pelo Departamento de Educação norte-americano.