O Século está “online”

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Século está online

Século está onlineMarço de 2009 fica na história do Século de Joanesburgo como o mês da globalização do nosso jornal através da criação do seu portal na internet. Iniciar em Março o acesso globalizado a uma visualização completa das páginas do nosso jornal tem uma explicação. É em Março que, acompanhando a cadência oficial das contas públicas deste País, também a nossa empresa inicia o seu ano financeiro.

Ao ampliarmos, com este novo passo, a projecção universal do Século de Joanesburgo, que no próximo mês de Junho entra no 47.º ano de publicação da edição impressa, cumpre-nos agradecer o incentivo e a fidelidade dos nossos milhares de leitores desde a sua fundação, o apoio dos nossos anunciantes, o carinho dos nossos distribuidores e vendedores e o trabalho e a dedicação da nossa equipa de jornalistas, delegados e correspondentes, colaboradores, publicistas, impressores, motoristas e pessoal administrativo.

Graças ao sucesso desta interactividade, podemos orgulhar-nos do crescimento e do sucesso do nosso jornal, desde que iniciou a sua circulação na África do Sul em Junho de 1963. Fundar um jornal dirigido a uma comunidade, qualquer que seja a época em que a iniciativa se tome, é sempre uma grande aventura financeira, principalmente quando essa publicação é editada em língua portuguesa no espaço africano da anglofonia, onde são maiores os riscos de flutuação dos mercados de leitura, primeiro pelas contingênci s que condicionam os fluxos migratórios e depois porque, infelizmente, nem todos os luso-descendentes alargam o mundo da lusofonia.

Ultrapassados os primeiros desafios e ganhas as etapas da implementação e da expansão, nos cinco anos iniciais, o Século de Joanesburgo passou a sua periodicidade de mensal a semanal e hoje, ao longo de quase cinco décadas de existência, o jornal goza de reputação e reconhecimento público, sendo lido em todas as comunidades portuguesas da África Austral e até fora do Continente Africano. Há muito que a edição impressa do Século de Joanesburgo tinha atingido a dimensão regional. Com uma Administração que sempre soube projectar a vida do jornal para além de horizontes imediatos e que em 1988 foi revigorada e dinamizada com a entrada do Comendador Horácio Roque para a sua presidência, o Século de Joanesburgo cedo entrou na história da comunicação social de língua portuguesa no estrangeiro.

A par de uma preocupação constante no melhoramento dos conteúdos, foram feitos, ao longo dos a os, avultados investimentos que permitiram um acompanhamento de primeira linha nos avanços tecnológicos da feitura do jornal. Simultaneamente, criava-se, a partir do Século, uma nova unidade empresarial na indústria gráfica – hoje designada por Século Triweb – que atingiu prestígio e uma dimensão muito considerável no panorama sul-africano deste sector industrial. Consolidados os objectivos planeados, o Século de Joanesburgo caminhou para uma presença no espaço virtual do mundo electrónico, passando agora a dispor de um portal na internet. Com ele, pretendemos, através da incidência em notícias das comunidades lusas da África Austral, dar o nosso contributo para dimensionar a presença da língua portuguesa num mundo cada vez mais globalizado.

À história da construção do “site” do Século de Joanesburgo ficam associados os nomes de dois jovens alentejanos da região de Moura ligados à informática, José Eduardo Oliveira, da CSCT, Multimédia, que já visitou a África do Sul por duas vezes, e Miguel Coelho, professor  e Português em Pretória. Ao chegar agora a todo o mundo, recordemos o que somos como jornal. Arauto da serenidade nos tempos dificeis da transição politica e social neste País e defensor de uma visibilidade das comunidades de expressão portuguesa que corresponda ao seu real valor, a nível de todas as estruturas da sociedade sul-africana, o Século de Joanesburgo aposta, ao celebrar a sua entrada na internet, em eleições gerais pacíficas no próximo mês de Abril, no progresso económico e social da África do Sul, num maior aproveitamento das potencialidades regionais e numa mais profunda cooperação entre os Estados deste subcontinente, onde a língua portuguesa é a segunda mais falada.

Estamos aqui para apoiar a nossa comunidade como participante activa neste progresso. Tem sido também em português que, nas colunas do nosso jornal, sempre temos defendido uma cultura de tolerância e de humanização desta sociedade. Apoiamos todos os projectos destinados a construir uma civilização de fraternidade e o idealismo huma itário que nos anima leva-nos a cooperar com instituições de solidariedade social. No âmbito da nossa missão de informar, continuaremos a privilegiar a divulgação das actividades da nossa comunidade, sejam elas do âmbito económico, político, social, religioso, artístico, cultural, educativo ou desportivo, e ainda todas as acções de cooperação e de solidariedade.

Também damos voz a tudo o que sejam apelos a uma participação cada vez mais activa dos jovens luso-descendentes e dos cidadãos lusófonos na vida em comunidade e na solução dos problemas que lhes dizem directamente respeito, em prol da sua cidadania neste país de acolhimento e sem prejuízo do orgulho pelas suas origens. Não nos demitiremos dos propósitos que levaram à criação do nosso jornal e a defesa da lusofonia é um deles. Agora, veja a nossa edição de hoje ou todas as anteriores deste mês de Março, consultando o site www.oseculoonline.com Depois, agradecemos as vossas mensagens. Para todos os nossos leitores, um agradecimento antecipado.

R. VARELA AFONSO