O fundamental não é que as vacas voem mas que portugueses vivam melhor

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O fundamental não é que as vacas voem mas que portugueses vivam melhor

O Presidente da República afirmou na sexta-feira que o mais importante é que os portugueses vivam melhor e que haja rigor financeiro, apesar de, ao contrário do primeiro-ministro, continuar a não acreditar que as vacas voem.

 À margem de uma visita ao Centro Clínico Académico, nas instalações do Hospital de Braga, questionado, a propósito do aniversário do pri-meiro ano de Governo, se acredita, tal como António Costa, que as vacas voam, Marcelo Rebelo de Sousa mostrou-se mais terra a terra.

 "Isso não acredito. As vacas não voam mas o fundamental não é que as vacas voem mas que os portugueses vivam melhor, que haja rigor financeiro, boas relações com a Europa, haja estabilidade política e social e que haja mais crescimento económico, mais investimento, mais exportações e mais crescimento. Se assim for, isso é bom para Portugal e mesmo que as vacas continuem a não voar", disse.

 "Se os seres humanos que têm os pés assentes na terra viverem melhor, já é um passo importante", considerou.

 Em maio, na apresentação do Simplex+, António Costa desafiou a administração pública a fazer de 2017 "o primeiro ano do papel zero" e de 2018 "o primeiro ano sem viaturas de serviço dentro da cidade" afirmando que "mesmo aquilo que é mais improvável, como seja as vacas voarem, também isso pode não ser verdade e até as vacas podem voar".

 Confrontado com as sondagens que o apontam como o político mais popular de sempre, com taxas de aprovação que rondam os 97%, o Presi-dente da República respondeu que as sondagens "valem o que valem".

 "Tendo durante muito tempo analisado as sondagens, até como professor de Ciência Política, acho que ao fim de oito meses, ou 9 meses, o exercício de um cargo é uma realidade, ao fim de dois anos, três anos, é outra realidade, valem o que valem, é um determinado momento histórico". Respondeu.

 Para Marcelo Rebelo de Sousa, as sondagens não devem condicionar a acção de nin-guém.

 "A pior coisa que pode haver é uma pessoa determinar o seu comportamento pelas sondagens", avisou.

 

* Portugueses estão “mais descrispados” porque já não existe clima de tensão – PR

 

 O Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou no sábado que os portugueses estão “mais descrispados” porque não existe o clima de tensão que existia há um ano.

 “Os portugueses estão, sobretudo, mais descrispados, optimistas. Não sei, só perguntando aos portugueses. Estão mais descrispados por-que pensam que há hoje um clima sem a tensão que se vivia há um ano quando foi formado um governo e depois formado outro governo e o país ficou dividido em dois”, disse.

 À margem da 18.ª edição do Prémio do Jovem Empreendedor, no Porto, o Chefe de Estado reagiu assim quando confrontado com uma sondagem em que 71% dos portugueses acredita que o governo de António Costa vai durar até ao final da legislatura.

 “Em dezembro de 2015 eram metade os que acreditavam num governo até ao fim do mandato (35%) e quase o triplo os que prognosticavam a sua caducidade (52%)”, salientou a sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1, Jornal de Notícias e Diário de Notícias.

 Questionado sobre a sondagem, o Presidente da República salientou que não tem de ter opiniões políticas sobre essa matéria, apenas tem de garantir que o governo governa o melhor possível a pensar nos portugueses.

 “Espero que no ano que vem, além de estabilização política e social, haja mais investimento, mais exportações, mais crescimento e, se assim for, até porque é ano de eleições autárquicas, veremos se se cria de forma sustentada uma situação que permita que o rigor orçamental seja um rigor que não pese muito na vida dos portugueses”, friso.