O director enólogo da Sogrape Vinhos de Portugal visitou pela primeira vez a África do Sul

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O director enólogo da Sogrape Vinhos de Portugal visitou pela primeira vez a África do Sul

O director enólogo responsável pelo fabrico dos vinhos da Sogrape, engenheiro Luis Sottomayor, chegou a Joa-nesburgo no domingo dia 8 de Novembro a convite do comendador Giorgio Pagan, di-rector geral de Wines of the World, que é importador dos vinhos da região do Douro.

 A convite do empresário Gior-gio Pagan a nossa reportagem teve a oportunidade de entrevistar o engenheiro Luis Sottomayor, nos escritórios de Wines of the World, na terça-feira, 10 de Novembro, após uma prova de vinhos e antes de um almoço com os funcionários desta empresa, num ambiente familiar.

 Luis Sottomayor, com a sua humildade natural, disse antes de começar a entrevista “O senhor por favor não me trate por engenheiro, sou apenas Luis!”

 Com estas suas palavras, Luis criou de imediato um elo de amizade entre nós.

 Luis tem hoje 52 anos, nas-ceu e estudou até concluir o seu curso secundário na cidade do Porto.

 Formou-se em Enologia na cidade de Dijon na França, tendo feito a sua pós-graduação na Universidade Católica do Porto.

 Em 1989 começou a trabalhar na Sogrape, a maior em-presa de vinhos em Portugal, sendo hoje o enólogo chefe, responsável pelos vinhos do Porto Ferreira e dos vinhos Douro da Casa Ferreirinha, que são da região do Douro.

 Viveu a sua infância com os seus pais numa região com muitas vinhas a oito quilóme-tros da cidade do Porto. A época das vindimas sempre o fascinou, desde o apanhar da uva, pisar da uva,  fazer os cestos, que eram feitos à mão, até à destilação e fermentação da uva era para ele, o seu mundo.

 Seguindo os passos de seu pai, também formado em Enologia e do seu avô que era administrador de uma companhia de vinhos no Porto, Luis seguiu a carreira de enólogo com muita paixão, e esteve sempre ligado aos vinhos da região do Douro, que é a sua especialidade.

Durante um breve almoço, a bem conhecida senhora da nossa comunidade, pelos seus dons na culinária portuguesa, Mimi Jardim, foi apresentada ao Luis, juntando-se à mesa para o café com cheirinho. Claro que o cheiri-nho só poderia ser um vinho do Porto Ferreira com 30 anos de idade, relíquia que saiu das prateleiras do gabinete de Georgio Pagan. Este vinho do Porto, com 30 anos, ganhou em Julho de 2011 no Festival Mundial de Minhos em Londres, a medalha de ouro e o troféu do melhor vinho do Porto no mundo.