Número de desempregados passa os 600 mil em Portugal

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Número de desempregados

Número de desempregadosO número de desempregados em Portugal passou no terceiro trimestre do ano a barreira das 600 mil pessoas, o valor mais alto desde que há registo, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE).

 A taxa de desemprego em Portugal subiu entre julho e setembro para os 10,9 por cento, contra os 10,6 por cento observados no trimestre anterior.
 Relativamente ao período homólogo de 2009, o desemprego aumentou 1,1 pontos percentuais.
O INE contabilizou assim um total de 609,4 mil desempregados, uma subida de 11,3 por cento face ao trimestre homólogo e de 3,3 por cento em relação ao trimestre anterior.

 O número divulgado retoma assim o ciclo de subidas da taxa de desemprego em Por-tugal iniciado há dois anos atrás (no segundo trimestre 2008), com o mercado laboral a sofrer os efeitos da crise económica que se alastrou por toda a Europa.
 Na altura, a taxa de desemprego situava-se nos 7,3 por cento, o equivalente a 409,9 mil desempregados.
 Segundo o INE, para a variação homóloga da população desempregada contribuiu no-meadamente o aumento do número de mulheres desempregadas (48,1 mil) que explicou 78 por cento da variação ocorrida no desemprego total.

 O número de homens desempregados também aumentou (13,6 mil), mas “de uma forma menos expressiva”.
 A taxa de desemprego dos homens foi assim de 9,6 por cento, mais 0,5 pontos percentuais do que em igual período do ano passado, e a das mulheres foi de 12,4 por cento, mais 1,8 pontos percentuais do que no terceiro trimestre de 2009.
 De acordo com o INE, o aumento trimestral da população desempregada ocorreu essencialmente nas mulheres, pessoas entre os 15 e os 34 anos e com mais de 45 anos, indivíduos com nível de escolaridade completo, sobretudo provenientes do sector dos serviços.

 Por regiões, as taxas de desemprego mais elevadas no terceiro trimestre do ano foram registadas nas regiões Norte (13,2 por cento), Algarve (12,8 por cento), Alentejo (11,6 por cento) e Lisboa (11,3 por cento).

 Os valores mais baixos, por sua vez, foram observados nos Açores (6,6 por cento), no Centro (7,4 por cento) e na Madeira (7,8 por cento).
Face ao trimestre homólogo, o desemprego aumentou em todas as regiões à exceção da Madeira, enquanto comparativamente ao trimestre anterior, o desemprego aumentou no Norte, Lisboa, Algarve e Aço-res e diminuiu no Centro, Alentejo e Madeira.