Novo primeiro-ministro de Moçambique promete dar ouvidos ao Povo

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primeiro-ministro de MoçambiqueO primeiro-ministro de Moçambique, Aires Ali, disse que as opiniões e críticas de “todos” os cidadãos “serão devidamente consideradas e analisadas” pelo novo Executivo, que apela à participação dos moçambicanos na governação do país.

 “Uma das coisas que vamos fazer e desenvolver é saber ouvir. Vamos escutar, ouvir, reflectir. Todas as opiniões, críticas serão devidamente consideradas e analisadas”, disse Aires Ali, após tomar posse como primeiro-ministro de Moçambique.
 O chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza, investiu 28 ministros e 23 vice-ministros chefiados por Aires Ali, que substitui Luísa Diogo, que abandonou o cargo após ocupar a pasta durante quase 10 anos.

 “Também pretendemos que todos os cidadãos possam participar neste processo. Esta República é nossa, todo o cidadão tem o direito e dever de participar. Este é o apelo do Presidente (Armando Guebuza) e nós, como máquina central, é que criarmos espaço e ambiente para que isto venha acontecer. Isso vai ser a nossa aposta”.
 Para os próximos cinco anos, o novo primeiro-ministro moçambicano apontou como “grande desafio” das autoridades moçambicanas a execução do manifesto eleitoral, que assenta especialmente no combate à pobreza.

 “O nosso desafio é torná-lo (o Governo) numa equipa ganhadora. Temos que valorizar e consolidar aquilo que foi feito no mandato anterior. Eu, como capitão de equipa, devo fazer todo o possível para que a equipa esteja devidamente harmonizada e articulada para cumprirmos com as orientações e merecermos essa confiança que o nosso presidente da Frelimo atribuiu a todos nós”, afirmou.
 Aires Bonifácio Baptista Ali, natural de Niassa (norte), é licenciado em Psicopedagogia pelo antigo Instituto Superior Pedagógico e sempre trabalhou na área da Educação, tendo sido ministro da Educação e Cultura nos últimos cinco anos.

 Ainda na década de 1980 foi director provincial de Educação, na província de Nampula. Trabalhou depois no Banco de Moçambique e foi governador da província de Niassa entre 1995 e 2000, passando depois a ocupar a mesma função na província de Inhambane.
 É membro da Comissão Política da Frelimo, partido no poder.