Novo presidente do PSD quer o Estado fora dos negócios

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Pedro Passos Coelho

Pedro Passos CoelhoO novo presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, anunciou domingo, que vai desencadear rapidamente um processo de revisão constitucional para que a Constituição da República possa ser revista antes das eleições presidenciais do início do próximo ano.

 “O PSD não desconhece que o Parlamento está investido de poderes constitucionais e vai desencadear rapidamente o processo de revisão constitucional apostando convictamente que ainda antes das eleições presidenciais nós podemos ter a nossa Constituição revista em Portugal”, declarou Pedro Passos Coelho.

 No discurso de cerca de uma hora que encerrou o XXXIII Congresso do PSD, em Carcavelos, Passos Coelho apontou a liberdade de escolha dos portugueses na saúde e na educação e a alteração do sistema eleitoral como alguns dos objetivos da revisão constitucional que pretende desencadear.
 “Despartidarizar a Administração, desgovernamentalizar o país desestatizar a sociedade. A Constituição não serve a quem tenha estes objectivos”, sustentou o presidente do PSD.

 O líder do PSD também falou de economia e deixou claro que quer uma estratégia para o País que não se pode centrar no endividamento, lamentando mesmo que seja essa a visão «do PEC, que o Governo apresentou a Bruxelas».
  Mas para Passos Coelho «o Estado tem estada a mais na economia», de mais «nas empresas e não deve ter negócios».

 «Nós queremos um Estado fora dos negócios. Nós não queremos um Estado que apoie algumas empresas e não outras. Nós não queremos um Estado que manda na Administração e, por via indirecta, ainda nomeia gestores de empresas privadas e que discute ao longo das semanas nas páginas dos jornais quem são os senhores ex-ministros que podem por essa via ser nomeados presidentes de empresas privadas», acrescentou.

 O importante, é «ter uma estratégia quanto ao que o Estado deve fazer na economia e aonde não deve estar», defendeu Passos Coelho. Ainda sobre este tema, o líder do PSD defendeu que «as más empresas devem fechar, mas não devem fechar as boas empresas». O que garante «estar a acontecer».

 E para evitar que isso aconteça anunciou uma proposta para uma política activa de emprego, dirigida a empresas competitivas: «O Estado não tem forma para pagar salários a quem não trabalha e o Estado poderia dar às empresas parte do que gastaria, em subsídios, para pagar horas não trabalhadas e perdidas, desde que as empresas mantenham os seus trabalhadores».

«O PSD é o partido do desenvolvimento, mas não nos interessa apenas que a economia cresça, a economia é essencial mas tem de ser social, tem de estar ao serviço dos portugueses que trabalham e que acreditam que a economia lhes pode abrir um caminho de realização e de justiça social», lembrou Passos Coelho.