Novo ministro da Economia quer “diplomacia económica mais activa”

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Teixeira dos Santos

Teixeira dos SantosO ministro português das Finanças e da Economia disse que é preciso “reforçar os mecanismos de capital à disposição das empresas” para que elas possam “abalançarse nas exportações”, e que é necessário aplicar “uma diplomacia económica mais activa”.

No final da primeira reunião enquanto ministro da Economia com um conjunto de associações empresariais, Teixeira dos Santos elencou um conjunto de prioridades que passam por “reforçar os mecanismos de capital à disposição das empresas”, “apostar na inovação e na qualificação”, “ganhar massa crítica” e criar condições para que as Pequenas e Médias Empresas possam passar a ter “estruturas organizativas adequadas aos mercados externos”.

O objectivo de Teixeira dos Santos, além de ajudar agora as empresas em dificuldades, é preparar caminho para que as empresas exportadoras estejam preparadas para aproveitar o início da retoma económica, que as instituições económicas internacionais prevêem que aconteça no próximo ano.

Depois do encontro com o ministro da Economia, o presidente da CIP, Francisco Van Zeller, disse que “o trabalho mais longo é a preparação de uma base de trabalho para identificar as áreas que mais  precisam de apoio para as exportações”. Numa das primeiras iniciativas depois de ter ganho a pasta da  conomia e da Inovação, na segunda-feira, o também ministro das Finanças salientou também a necessidade de haver uma “estratégia clara de promoção dos produtos nacionais, com uma diplomacia económica mais activa, com mais participação em feiras internacionais que promovam os produtos portugueses”.

O conceito de diplomacia económica saltou para a ribalta política quando Durão Barroso foi eleito primeiro-ministro no Governo de coligação entre PSD e CDS. Os ministros dos Negócios Estrangeiros, Martins da Cruz, e da Economia, Carlos Tavares, foram os principais actores desta estratégia governamental que visa utilizar os recursos da diplomacia para ajudar as empresas nacionais a exportarem os seus produtos e a ganharem quota de mercado nos mercados internacionais.

Para o presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, este primeiro encontro com Teixeira dos Santos serviu para “uma troca de impressões muito sincera”, que resultou na ideia de que “há muito trabalho pela frente”. Francisco Van Zeller considerou q e “as associações têm uma responsabilidade acrescida” na internacionalização das PME e que “é preciso identificar as empresas que precisam de apoio”.